quarta-feira, 31 de março de 2010

But we'll be friends forever, won't we?

(O Cão e a Raposa)



Porque eu cresci assistindo esse filme - uma vez por mês, pelo menos, eu o alugava. E praticamente todos os meus valores foram tirados daí. E eu ainda não vi história que fosse mais comovente, delicada e bonita do que essa.


"O Cão e a Raposa", na verdade, é um filme baseado em um livro escrito por Daniel Pratt Mannix IV, em 1967. Claro, a Disney deu uma boa modificada na história. (E, caso você não queira saber o final do livro, sugiro que pare por aqui).


No fim do livro, ambos morrem. Assim como no filme, o Copper ("Tobi", em português) caça o Todd ("Dodó"), mas, na hora H, acaba não conseguindo matá-lo. O caçador se aproveita da distração e mata Todd, arrancando a pele dele e a pregando na parede; e, em seguida, mata o Copper dando eutanásia para ele. E a história termina assim.


E é justamente isso que eu acho lindo. As pessoas vem me falar que choraram em tal filme de romance em que tal pessoa morre, ou que tal pessoa é rejeitada; ou que tal casal fica separado. Mas isso não me emociona nada. Porque desde que eu me entendo por gente, amizade é algo infinitamente superior ao amor. Não há nada, pra mim, tão importante quanto a amizade - eu nunca chorei por causa de menino, mas vem me perguntar quantas vezes eu já não chorei pelas minhas amigas.


E isso se deve muito a esse filme - como eu disse, é de onde eu tirei meus valores mais importantes.



E quer saber? Eu não choro quando Edward larga a Bella em New Moon - eu choro quando o Todd vê Copper ser levado embora pelo caçador;eu não choro quando assisto Doce Novembro e vejo a menina ir embora no fim, deixando ele sozinho - eu choro quando o Copper começa a caçar o Todd, e esse fica olhando pra ele num misto de assustado e ferido; eu não choro quando assisto Cidade dos Anjos e fico vendo ele tentar salvar a menina no fim - eu choro quando o Copper desiste de caçar o Todd e se coloca entre ele e o caçador; eu não choro quando Romeu e Julieta morrem - eu choro quando imagino que, na história real, os dois só puderam ser amigos depois de mortos.


(E isso é o mais lindo de tudo).



2 comentários:

Saki Miyazawa Morgan disse...

E eu penso que é bom mesmo eu ainda não ter visto esse filme. Mas não se ofenda, é só porque eu SEI que vou chorar mais do que litros se assistir.

(E já estou quase chorando só com esse post. Ah, Nanne, não faça isso com seu eu-extremamente-sensível D8)

Schneewittchen disse...

Se eu contar que comecei a chorar, eu vou apanhar? Quero dizer, você sabe o quanto eu amo essr filme, o quanto isso tudo fez parte da minha infância e me tornou boa parte do que eu sou. Aliás, eu sou como você, Liet. Eu dou muito mais valor à amizado do que ao amor. Já dizia Mário Quintana: "A amizade é um amor que nunca morre." E eu concordo plenatemente. Tá, já me afoguei em lágrimas por culpa de um garoto ou dois, mas isso é porque eu sou absurdamente sensível. Mas...Gente, a amizade, aliás, uma amizade tão pura quanto a do Tobi e do Dodó é muito, muito difícil de encontrar e eu sei, eu totalmente sei que muito provavelmente a nossa amizade (isso inclui a Saki) é desse tipo. De minha parte é, pelo menos. Como eu vivo dizendo, dane-se o que pensam. Enfim.
Nanne, minha querida Lituânia, esse post foi tudo. Tudo mesmo. Eu estou rindo e chorando de emoção. E lembre-se de me avisar quando for postar algo desse tipo, porque eu sou muito, muito chorona.
Tchamo. s2

Postar um comentário