Mostrando postagens com marcador Deus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Deus. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Do you believe in God?

(Porque eu tenho o direito de ser religiosa de vez em quando)


Então, esse estava sendo um post difícil de começar. Porque me deu vontade de falar do Chico Xavier, mas eu nem sabia direito o quê. Acho que a vontade começou quando eu li uma Capricho que colocava os motivos para acreditar no Chico e os motivos para não acreditar. E isso me revoltou um pouco. Por isso, vou começar falando dessa revolta.

Começa que essas revistas adolescentes controladoras de massa nem tem crédito para falar do Chico Xavier. Ele falava sobre Deus, sobre perdoar, sobre ter fé, sobre ser bom; essas revistas falam sobre ser bonita, gastar o dinheiro dos seus pais e convencê-los a te deixar dormir na casa do namorado aos treze anos de idade.

E isso me fez ver que se não tivessem feito esse filme dele, ninguém nem estaria falando nele. Tá, eu queria - ainda quero, aliás - ver o filme. Eu lembro que estava vendo o trailer do filme pela primeira vez, e mesmo antes de saber do que se tratava, já fiquei interessada. E talvez isso signifique alguma coisa mais profunda, ou talvez signifique apenas que eu me impressiono fácil. O que eu sei é que eu entenderia aquele filme muito mais do que a editora da Capricho.

Enfim. O fato é que ele era uma pessoa fantástica. Eu não entendo como pode ter gente que acha que ele inventava tudo aquilo - faria mais sentido ele ter guardado tudo aquilo pra ele mesmo. Digo, essas pessoas acham que ele começou a falar que interagia com espíritos pra ficar famoso, mas nem imaginam o quanto ele sofreu por isso na infância. As pessoas da cidade onde ele nasceu o consideravam possuído por algum demônio, o pai às vezes achava que ele era estranho demais para ser seu filho e todos os viam com maus olhos; vocês acham que se fosse só invenção ele não teria parado com tudo logo nessa época?

Além disso, tem mais fatores a se considerar. Ele passou a vida toda morando num quarto e cozinha. E ele ganhava dinheiro pra caramba com os livros que escrevia - e mesmo assim, preferia doar todo o dinheiro que conseguia com as vendas, e sobrevivia com a ajuda de outras pessoas. Aliás, essas pessoas já leram os livros que ele escreveu? Duvido. Porque se tivessem lido, saberiam que não importava se ele falava a verdade ou não - o que importava era ser como ele, pensar nos outros antes de si mesmo e sempre ter fé.

E é por isso que eu me orgulho de ser espírita kardecista e não ligo pra quem acha que a gente faz pacto com demônios. Porque até hoje eu não vi um ser humano que tivesse tanta bondade quanto o Chico. E às vezes eu só acho que queria acabar como ele - sorrindo e agradecendo a Deus.


sábado, 20 de março de 2010

Sorrow

Abaixa a cabeça e reza. Reza, reza, reza. E implora por misericórdia, porque já não aguenta mais. Quantos outros golpes seu coração precisa tomar para que se despadace por inteiro? Põe a mão no peito. Ainda bate. É forte. Não vai se render tão fácil. Suspira. Quer desistir, mas não pode. Não consegue. Não lhe é permitido. Quer fugir, mas não tem para onde ir. Quer correr, mas não tem forças. Quer gritar, mas não faz barulho. Quer chorar, mas não tem lágrimas. Quer morrer, mas não morre.

Para de rezar, ergue a cabeça. Ele não ouve. Quer apenas que ele a leve daqui, mas ele não leva. Ele ignora. Não quer que ele faça milagres e acabe com a dor. Acabar com a vida seria o bastante. Mas Ele não faz isso. (Pausa: por um tempo, se esquece de que quando se refere a Deus deve usar letras maiúsculas e escrever "Ele" ao invés de "ele")

Então se deita, e fecha os olhos. Vai dormir. Tem medo, mas dorme.

E o pesadelo ainda não começou.