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sábado, 27 de novembro de 2010

Neverland

Carai, mano, meu blog tava mesmo forever alone. Enfim.






Não tenho a menor idéia do que falar aqui, sério. Perdi a vontade de fazer o meme das cartas, perdi a vontade de continuar aqui... É tenso.

Enfim. Na verdade, tem uma coisa que anda me incomodando muito ultimamente. Eu perdi a vontade de escrever. Eu não perdi o desejo - aquela vozinha dentro de mim ainda fala "escreva, escreva, escreva, escreva, escreva" o tempo todo. Mas na hora de escrever, de transformar as coisas em palavras, eu paro e penso "por quê?". Eu não sei porque. Eu sempre amei escrever, mas aí eu fico pensando "é isso mesmo que eu quero da vida? Ficar escrevendo e achar que vou conseguir viver disso? Eu acredito mesmo que vou dar a sorte da J.K.Rowling e ficar rica e não precisar fazer nada além de escrever?" E a resposta não é a que eu queria, não é a mais bonita, não é a mais poética. É a mais verdadeira, e a mais dolorosa, também. Porque eu preciso pensar no futuro. Eu preciso pensar no que quero da minha vida a partir de agora. Eu preciso pensar em como vou fazer para conseguir uma carteira de motorista, preciso pensar em como fazer para pagar um carrinho, preciso pensar em quanto tempo vou ter que passar economizando direito pra um dia me mudar para um apartamento decente e mobiliado direitinho.

Eu realmente sempre achei que poderia ficar para sempre em frente ao computador, escrevendo e inventando estórias. Mas aí quando eu olho pro passado em eu penso: Será que eu não inventei estórias demais? Será que não vivi demais na fantasia? Será que não passei muito tempo na Terra do Nunca? Será que não era hora de encarar a realidade?

Pois é, eu penso, penso e penso. Eu não quero dizer que vou parar de escrever para sempre. Não quero dizer que estou desistindo dos meus sonhos.

Mas eu tenho que dizer que sou adulta.

(Infelizmente.)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Who wants poetry?


Acho que poesia não é para mim.

Eu adoro ler poesia e acho genial quem consegue escrever - boas poesias. O problema é que eu não estou entre essas pessoas. E não sei se quero estar.

Acho que poesia é, basicamente, emoção. O que você sente, sabe? É sensorial. O problema é que ela também é subjetiva e cada um vai sentir uma coisa diferente, porque vai depender da pessoa e tudo o mais.

Um exemplo disso é a (baixíssima, aliás) expressão "foda". Quando você a lê, você imagina uma coisa, uma situação; outra pessoa vai imaginar outra. Se, para um, "foda" é aquele cara bom em tudo, para outro "foda" pode ser alguém que só atrapalha.

Aí, temos a prosa. Ela não é tão sensorial, assim - mas também provoca emoções. E, ao contrário da poesia, o autor controla essas emoções simplesmente ao colocar uma sequência de acontecimentos lá. Assim, não importam (tanto) as palavras, e sim a situação; e estará tudo nas mãos do autor, que vai decidir se te deixa ansioso, emocionado, triste ou feliz. Claro, antes, ele deve conquistar a pessoa que está lendo mas, uma vez feito isso, ele terá seus leitores em suas mãos.

Enfim. O que eu sei, é que eu quero ir para a prosa. Eu não quero fazer as pessoas sentirem; eu quero fazê-las viver. E, talvez, eu não tenha a capacidade para tanto - talvez eu não consiga conquistar as pessoas. Mas, se eu conseguir conquistar um leitor só, acho que já sentirei como se tivesse o mundo nas minhas mãos.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Bloqueio

Eu oficialmente me odeio.

Tenho que escrever um conto para um concurso literário, e preciso postar até amanhã, só que ainda não estou nem na metade. Detalhe: eu já sei desse concurso há um mês. ARGH!

Pra piorar, eu tive mais uma idéia de livro, sendo que já tenho outros dois projetos começados. Ou seja, a anta aqui está escrevendo três histórias ao mesmo tempo, além das fanfics.

Além, é claro, de ter que estudar pro vestibular e pro concurso público.

Matem-me, por favor.