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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

I just wanna open my heart


Existem pessoas que te decepcionam e nem percebem. Não "magoar", sabe, mas decepcionar, mesmo. Te fazer pensar "não achei que você faria algo assim". E às vezes elas nem percebem, só estão sendo elas mesmas.

É estranho, porque há algum tempo atrás eu me sentia tão próxima de algumas pessoas, e eu meio até que fazia vista grossa pros defeitos delas. E hoje, elas não me parecem mais tão especiais - elas simplesmente são como todas as outras pessoas do mundo. E eu achava que elas me entendiam, que pensávamos igual. E a verdade é que nós pensávamos MESMO igual, só que agora eu não tenho mais aquele mesmo jeito de ver a vida. Eu abri meus olhos pra tantas coisas, e parece que essas pessoas não.

Eu devia ficar triste por isso, porque acabei me afastando dessas pessoas. Mas eu não estou mais tão triste assim. Eu tenho meus amigos e minhas amigas de verdade, e eles me entendem mesmo, pensam mesmo como eu. Mais do que isso, eles estão do meu lado, me apoiando e não ficam o tempo todo jogando na minha cara "você mudou tanto", "antes você agiria desse jeito", "você não gostava dessas coisas" e todo esse mimimi. Aliás, meus amigos de verdade nem acham que eu mudei, pra começo de conversa, porque eles mudaram junto comigo.

Talvez eu vá me decepcionar com esses amigos algum dia. Talvez eu também esteja idealizando-os como idealizei outras pessoas. Mas, por enquanto, esses amigos que entendem que as pessoas mudam e que quase sempre isso é bom, por enquanto eles são tudo o que eu preciso.




PS: Provavelmente, vão ter pessoas que lerão isso achando que eu estou falando delas. Bom, vocês provavelmente estarão enganados, mas se acharem que a carapuça serviu, analisem um pouco suas atitudes. Ou analisem se vale a pena continuar me chamando de "amiga", tanto faz.

sábado, 27 de novembro de 2010

Neverland

Carai, mano, meu blog tava mesmo forever alone. Enfim.






Não tenho a menor idéia do que falar aqui, sério. Perdi a vontade de fazer o meme das cartas, perdi a vontade de continuar aqui... É tenso.

Enfim. Na verdade, tem uma coisa que anda me incomodando muito ultimamente. Eu perdi a vontade de escrever. Eu não perdi o desejo - aquela vozinha dentro de mim ainda fala "escreva, escreva, escreva, escreva, escreva" o tempo todo. Mas na hora de escrever, de transformar as coisas em palavras, eu paro e penso "por quê?". Eu não sei porque. Eu sempre amei escrever, mas aí eu fico pensando "é isso mesmo que eu quero da vida? Ficar escrevendo e achar que vou conseguir viver disso? Eu acredito mesmo que vou dar a sorte da J.K.Rowling e ficar rica e não precisar fazer nada além de escrever?" E a resposta não é a que eu queria, não é a mais bonita, não é a mais poética. É a mais verdadeira, e a mais dolorosa, também. Porque eu preciso pensar no futuro. Eu preciso pensar no que quero da minha vida a partir de agora. Eu preciso pensar em como vou fazer para conseguir uma carteira de motorista, preciso pensar em como fazer para pagar um carrinho, preciso pensar em quanto tempo vou ter que passar economizando direito pra um dia me mudar para um apartamento decente e mobiliado direitinho.

Eu realmente sempre achei que poderia ficar para sempre em frente ao computador, escrevendo e inventando estórias. Mas aí quando eu olho pro passado em eu penso: Será que eu não inventei estórias demais? Será que não vivi demais na fantasia? Será que não passei muito tempo na Terra do Nunca? Será que não era hora de encarar a realidade?

Pois é, eu penso, penso e penso. Eu não quero dizer que vou parar de escrever para sempre. Não quero dizer que estou desistindo dos meus sonhos.

Mas eu tenho que dizer que sou adulta.

(Infelizmente.)