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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Is it over?


Acabou, e acabou faz tempo. Três anos e oito meses, para ser mais precisa. Eu é que demorei pra me tocar.

Mas eu cumpri a minha parte na nossa promessa. Você é que não pôde cumprir a sua. Mas eu sei que não foi por mal.

(É que só agora é que a ficha foi cair. Nós dissemos "adeus", não "até logo", não é verdade?)



No fim essas coisas sempre acabam. Eu tenho que aprender a juntar os cacos e seguir em frente. Afinal, eu não sei quanto tempo as outras vão durar.




[E o pra sempre, sempre acaba.]

domingo, 23 de maio de 2010

This distance...


Pois é, eu estou feliz. Feliz como nunca estive antes.

Porque eu sei que dessa vez é verdade. Porque eu sei que dessa vez a gente vai mesmo se ver, se abraçar, chorar, rir, e matar as saudades.

(E porque eu tenho esperanças de que vai ser pra sempre, dessa vez.)

(Eu estou mesmo feliz)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

I should've





Eu devia ter dito que te amo.


Eu devia ter te abraçado.


Eu devia ter sido mais carinhosa.


Eu devia ter sido uma amiga melhor.


Eu devia ter sido uma irmã melhor.


Eu devia ter dito que não existe ninguém mais importante do que você pra mim.


Eu devia ter dito que se você partisse eu ficaria perdida.


Eu devia ter aproveitado mais.


Eu devia ter me despedido pessoalmente de você.


Eu devia ter sido menos boba e me importado menos com as outras pessoas.


Eu devia ter te apoiado mais.


Eu devia ter demonstrado mais o que eu sentia.


Eu devia ter dado menos importância para o que as outras pessoas achavam.


Eu devia ter imaginado que você saberia o que eu realmente quis dizer.


Eu devia ter passado mais vezes na sua casa.


Eu devia ter te trazido mais vezes na minha casa.


Eu devia ter tentado fazer alguma coisa pra não te deixar ir.





(Eu devia ter dito que te amo todos os dias)

sábado, 27 de março de 2010

Loving you is what I was trying to do

(Eu sei que ainda tem tempo. Sei que é só dia 31. Mas até lá eu já vou ter esquecido o que queria te dizer.)




Existem pessoas na nossa vida que simplesmente nos marcam. Quando você é introvertida, tímida e insegura - quando você mesma não consegue ver nada de bom em você mesma - é bom ter alguém que te enxergue.

Eu era o tipo de pessoa que precisava ter certeza de que alguém sentiria minha falta - meu maior medo era morrer achando que não faria diferença. Mas era (é) muito difícil acreditar nas pessoas quando elas diziam se importar.

Exceto uma.

Ela era sorridente, ela era amigável e se dava bem com todo mundo - todos eram seus amigos. Mas não era esse tipo de amizade que eu queria. Eu queria ser especial para alguém (eu era egoísta).

E de repente eu descobri que era importante para ela. Eu realmente conseguia acreditar nela quando dizia que eu era sua melhor amiga, quando dizia que precisava de mim. E aquilo me fazia sentir bem. (Eu também precisava dela, e ela era a pessoa mais importante da minha vida - e ainda é.)

Eu não sofria. Não havia nada no mundo que fosse capaz de me fazer derrubar uma lágrima. Antes de conhecê-la, eu tinha perdido toda a fé no mundo - tinha perdido a vontade de viver. E ela me devolveu tudo isso. Saber que eu a veria no dia seguinte era só o que eu precisava para aguentar qualquer coisa que me acontecesse. Eu era mais feliz do que jamais havia sido. E essa felicidade era tão grande que eu tinha certeza de que nada a estragaria.

(Mas eu estava redondamente enganada.)

E naquele dia - aquele dia que só nós duas sabemos o quanto foi horrível e sofrível - eu senti que haviam arrancado um pedaço de mim. Dizer adeus foi muito difícil. Se aquele tempo que passamos juntas foi o mais feliz da minha vida, aqueles minutos em que tivemos que nos despedir foram os mais dolorosos. Não existem palavras que descrevam toda a dor que eu senti. Não existem palavras que descrevam o quanto eu demorei para dormir aquela noite. Não existem palavras que descrevam como foi difícil retomar minha vida depois daquilo.

Porque eu simplesmente estanquei. Minha vida não avançava nem regredia. Ficou parada, estática. Eu me sentia vazia. Eu me sentia desmotivada. Ter que todo dia olhar as pessoas que costumavam andar com a gente (e que me enchiam de lembranças dela) era muito horrível. Era desesperador. Eu não queria mais nada.

Mas resisti. Só não joguei tudo para o alto porque ela havia pedido. Pedido para eu continuar aqui, firme, porque um dia ela ia voltar. E eu acreditei. E ainda acredito. Por muito tempo, a única coisa que me manteve viva foi a perspectiva de um dia tê-la de volta. (Mesmo que hoje eu já tenha recuperado a vontade de viver por mim mesma, ainda espero a volta dela.)

E também me dói pensar em todas as vezes que fui fresca e estúpida e não demonstrei o quanto ela era importante. Pensar que nunca disse a ela que a amava mais do que qualquer outra coisa (e que esse amor era muito diferente do que aquele que se sente quando se está apaixonado, porque é um milhão de vezes mais forte e verdadeiro.) E mais ainda, pensar que eu queria que ela voltasse, mesmo sabendo que ela está melhor lá - que ela está sofrendo menos lá. (Mas eu estou sofrendo mais, aqui. E eu sou egoísta. E ela pode estar precisando de mim e eu não sei.)

Eu mudei. Ela mudou. Nossas mentalidades mudaram. Nossos jeitos mudaram. Mas não nosso sentimento. Nós ainda somos - e sempre seremos - grandes amigas. E eu digo isso com segurança porque ela é a pessoa no mundo em quem eu mais confio - e se ela diz que, mesmo estando bem lá, gostaria de voltar só por minha causa, eu acredito. Porque se eu não acreditasse nela, não seria digna de sua amizade. Então, acredito quando ela diz que continua sentindo por mim o mesmo que sentia antes; acredito quando diz que sente muito a minha falta; e acredito quando diz que um dia vai voltar e vamos ficar juntas novamente.


(Já vão fazer quatro anos. Quatro anos. Mas eu continuo esperando, e sempre vou continuar. É isso o que fazem os amigos, não é?)

(Te amo, mana)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Saudade

Bom, no domingo eu estava planejando fazer deste um post feliz e saltitante sobre Hetalia: Axis Powers. Sabe, sobre como eu passei o fim de semana assistindo e é suuuper-cool. Mas, infelizmente, as coisas não serão como eu estava planejando.

Isso porque segunda-feira eu descobri que havia morrido uma das pessoas que eu mais admirei na minha vida.

Bom, eu não lidei muitas vezes com a morte. Lembro de quando minhas bisavós morreram, mas eu era pequena demais para entender direito o que tinha acontecido. Depois disso, morreu um tio-avô meu que eu adorava como se fosse meu avô de verdade, e eu lembro de ter sofrido pra caramba. Mas isso faz tantos anos que hoje eu nem choro mais quando lembro disso. Então, eu posso afirmar que não sei bem como lidar com a morte, e não me envergonho disso.

Qualquer um que me conheça sabe que eu passei o ano estudando para a Fuvest - e eu estava determinada a passar. Aí, quando eu passasse, eu ia aparecer naquele colégio que eu não vejo há uns bons quatro anos e ia falar pro Carlão que eu ia estudar na USP; e ele ia me dizer que eu merecia e blá blá blá, porque era sempre assim que ele falava comigo.

E eu não sei. Não dá pra explicar a tristeza que eu estou sentindo - quando eu fico sozinha, sem nada para fazer, e começo a pensar nele, ou quando eu ouço alguma música que me faça lembrar dele, e tudo isso me faz chorar e faz meu peito doer.

É estranho, imaginar aquela escola sem ele. Ele era um ícone - não só pra mim, mas para qualquer um que tenha estudado ou conhecido ele.

A Igreja onde a gente fez a missa pra ele estava lotada, só de alunos e colegas de trabalho dele. Foi lindo, eu não vou mentir, e durante toda a celebração eu precisei segurar as lágrimas, mas, no fim da missa, foi inevitável. Ver todas aquelas pessoas chorando e se abraçando foi a válvula que fez o choro descontrolado vir. Claro, tinha gente chorando muito mais do que eu - como os professores que trabalharam com ele - mas isso porque eu sou muito boa em esconder como me sinto. Porque se pudessem ver como meu coração estava despedaçado naquele momento, ficariam impressionados. Ou talvez não, já que todo mundo entenderia o que estava acontecendo comigo, porque era exatamente o que estava acontecendo com todos.

Enfim, é o tipo de coisa para o qual não há consolo.



Mas Já foi uma honra grande o bastante estudar com esse cara.