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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Day 25 — The person you know that is going through the worst of times

I wanna be there for you
Be someone you can come to
Runs deeper than my bones
I wanna be there for you




Amanda Carvalho França,

Então, né, eu tava querendo escrever essas cartas na ordem, mas acho que você precisa disso mais do que meus irmãos – além disso, não quero me matar escrevendo pra alguém que nem vai dar valor, e eu sei que você vai.

Olha, eu queria ter te dito muito mais. Mas meu problema é que eu não sei consolar as pessoas e sempre tenho a sensação de que estou piorando tudo. E acho que ontem eu meio que cometi um erro grotesco – quando eu disse “eu sei como você se sente.”

Não era mentira, eu realmente sei como você se sente, porque eu já passei por uma situação muito parecida com a que você está passando. E, justamente por isso, eu sei que ouvir “eu sei como você se sente” não ajuda em nada.

Eu também perdi todas as minhas amigas de uma vez, M’s. Logo depois que minha melhor amiga foi embora pra Bahia, todas as outras viraram as costas pra mim. Foi horrível. Minha vida estancou, eu estanquei. Eu me sentia uma concha vazia, cara. Sabe quando você não vai nem pra frente nem pra trás? Eu tava mais ou menos assim.

Não foi fácil, sabe. Até hoje ainda dói – até hoje eu olho pras cartas, os desenhos e a agenda que ela me deixou e começo a chorar de dar soluços; até hoje eu não agüento ouvir ‘What Hurts The Most’ porque aquela música me lembra tanto do que me aconteceu. E eu também achava que estava sozinha, M’s.

Mas sabe o que dizem, não é? Que todo fim traz um novo começo. E eu fiz novas amizades, e foi aí que minha vida voltou a andar. Lentamente, dolorosamente, mas voltou. E eu consegui me recuperar. Não completamente – aquelas feridinhas ainda estão aqui. Mas eu consegui.

O foda é que depois eu fiquei sozinha de novo – fala sério, me isolei até no msn. Mas eu te disse isso, e volto a dizer: no final daquele ano em que eu não falava com absolutamente ninguém, eu te conheci. Eu te conheci e essa foi uma das melhores coisas que já me aconteceu. Eu te devo muito, cara. Porque eu tava tão desmotivada, tão sem vontade de nada. E de repente eu tinha alguém com quem eu podia conversar e dar risada. Você me devolveu as cores do meu mundo.

Por isso, olha, escuta o conselho de quem já passou por tudo isso: perder suas melhores amigas não é fácil. Ver alguém que você ama te virar as costas não é fácil. A estrada é longa e cheia de pedras. Mas no caminho você vai encontrar outras pessoas que vão te ajudar a atravessá-la, M’s. Pessoas que vão sorrir pra você e te estender a mão – pessoas que às vezes nem vão estar se dando conta do que estão fazendo. Mas elas vão estar lá, do seu lado. E elas vão iluminar seu caminho (por mais bobo que isso pareça).

Então, não fala que você perdeu as esperanças e que está tudo perdido. Não cometa os mesmos erros que eu – é só você deixar as pessoas chegarem, deixar elas se aproximarem. E aí você vai ver que aos pouquinhos, tudo vai ficar melhor.

E por último, aquilo que nós duas já sabíamos que eu ia falar desde o começo: eu estou aqui. Eu sei que faz falta eu não poder estar do seu lado, sei que faz falta eu não poder ir na sua casa e te abraçar e te arrastar pra rua pra gente tomar um sorvete e você se distrair, mas ainda assim, eu vou fazer tudo o que eu puder. Eu vou ouvir você, eu vou te aconselhar, eu vou te consolar, eu vou falar que vai estar tudo bem, eu vou falar que te amo, eu vou falar que se você fizer qualquer besteira eu te arregaço os dentes, eu vou tentar te fazer dar risada, tudo o que eu puder. E God bless internet, porque sem ela a gente não teria se conhecido. E eu quero fazer por você o tanto que você já fez por mim, eu quero devolver as cores do seu mundo também. Mesmo que eu seja monocromática e só consiga devolver uma cor só, eu quero fazer isso. Talvez a cor que eu te devolva seja aquele dourado-meio-esbranquiçado do Sol. Eu quero colocar um sorriso no seu rosto, M’s, porque você tem um sorriso lindo, tá? Eu quero que você saltite alegre por aí, eu quero que você continue sendo a menina meiga e fofa que eu amo. Eu quero que você seja feliz, porque – e eu já disse isso – eu vou ficar em paz. Eu não brinco quando falo que às vezes a única coisa que eu quero é sentar em frente a esse computador e conversar contigo e a Saki. Eu não brinquei quando disse que aquele dia em que discuti com meu pai tudo o que você me disse fez eu me sentir muito melhor. Eu quero que você conte comigo, está bem? E se você precisar, pode mandar SMS, e-mail, mensagem off-line, scrap, pergunta no forms, mensagem de voz, reply no Twitter (se você lembrar dele, um dia, haha), até sinal de fumaça, que eu vou correndo fazer o possível e o impossível pra te socorrer – porque pra você eu sempre estou disponível, ok?

E é isso, M’s. A gente tá junto nessa. Eu e você podemos atravessar essas estrada juntas – tenho certeza de que se fizermos isso, ela vai ser bem mais iluminada e encantada. E a gente aproveita e arrasta a Saki, junto, que nós três somos inseparáveis. E aí fica tudo perfeito.

É no que eu acredito, pelo menos.

Da sua alma gêmea, amante, cara-metade, e, principalmente, amiga,
Fernanda Arruda Godoy.


(PS: E se você estiver chorando, eu espero que não seja de tristeza por saber que vai ter que me agüentar pelo resto da eternidade, haha.)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

This is easy as loving goes...



Ela já até sabia para onde iriam. Sempre iam para o mesmo lugar, afinal de contas. Ele gostava de lugares ensolarados, apesar de ela nunca ter entendido o porquê daquilo. Mas, na verdade, entendia poucas coisas sobre ele. E às vezes se sentia um pouco mal por saber que ele não lhe falava tudo o que ela precisava ouvir.

“Sabia que eu sempre sei o que você está pensando?” ele disse, de repente, enquanto a puxava pela mão em direção à mesa mais isolada do parque.

“Sabe, é?” ela perguntou, erguendo uma sobrancelha. Ele apenas riu um riso musical demais e meneou a cabeça afirmativamente. “Mas eu não sei o que você está pensando. Nunca.”

Ele fez silêncio e continuou puxando-a. Aquela mesa nunca pareceu tão distante e aquele parque nunca pareceu tão grande.

“É melhor assim.” Ele respondeu, e havia qualquer coisa estranha na voz dele. Lembrava uma melodia triste (ela sempre comparava a voz dele a melodias, e nunca entendeu bem aquilo. Talvez fosse por estar apaixonada).

“Eu...” não sabia como dizer aquilo. Mordeu o lábio. Haviam chegado à mesa. Ele se sentou de frente para ela, esperando que ela terminasse sua sentença. Mas, no fundo, ele sabia o que ela ia dizer. “Eu não acho. Porque eu não sei se você me ama como eu te...” teve sua boca coberta pela mão dele, que apenas sorriu um sorriso ensolarado e disse, num sussurro:

“Ouviu isso?”

“Isso o quê?” ela respondeu, tirando a mão dele de sua boca, e também sussurrando.

“Essa música. Ouça.” Ela fez silêncio e prestou atenção. Realmente, parecia haver uma música tocando. Música de um instrumento específico – a lira. Mas ela não conseguia fazer idéia da origem. Voltou seu olhar para ele e percebeu que era dele que a música parecia vir. Ergueu uma sobrancelha, confusa, e ele explicou, colocando a mão no próprio peito: “Vem daqui. E é para você. Isso é tudo o que precisa saber.”




[Tá, a Mandie gostou, é o que importa. -s

Te amo, vida ]

quinta-feira, 17 de junho de 2010


O que eu posso dizer? No fim das contas, elas mereciam um só pra gente.

I love you so ♥



Sabe como você faz pra descobrir se alguém é importante pra você?

É quando você chega em casa estressada, cansada, com raiva e dor de cabeça. Aí você liga o computador, e vem aquela pessoa falar com você no msn. E ela não faz nada, nada mesmo. Ela não fica meia hora te consolando, nem coisa do tipo. Ela só fica conversando com você, e quer saber? Isso te faz sentir muito melhor do que qualquer outra coisa - você sente que só porque pôde conversar com ela já ganhou seu dia.

Ou então é quando você morre de medo do seu pai, mas o enfrenta e o desafia toda vez que ele diz que você não pode ver alguém. E você defende essa pessoa e você se rebela - e olha que você sempre foi certinha! - e bate o pé. E você sabe que no fundo ele até tem motivo para achar que você está sendo insensata, mas você simplesmente sabe que ele está errado.

Ou mesmo quando você sempre pensa naquela pessoa quando quer fazer algo divertido - ela é sempre a primeira que te vem à mente quando você quer companhia. E você tem certeza de que você pode pegar o telefone e ligar para ela a hora que for e ela vai atender e vai ouvir tudo o que você disser. E você sabe que ela sempre vai estar do seu lado, porque ela sempre esteve.

Ou quando você fica anos sem ver aquela pessoa, quase nunca consegue conversar com ela, mas sente que isso não faz diferença nenhuma. Você ainda pensa nela como se a tivesse visto pela última vez ontem. E no fundo você ainda se preocupa com ela e fica toda boba quando ela entra no msn porque são tão poucas às vezes que seus horários batem.



O que eu faria sem vocês quatro, hein?

(Culpem a mim por isso)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Praise Me [01]



“Give yourself to me!
Don’t you understand?
Love and Hate
Everything is mine…
I wish him
I stare at it
Nice and hot
I will melt your heart”

(My Song That’s Written By Me, For Me – Atsuhi Kousaka – Hetalia Drama CD Interval Vol. 1)

-


A garota o olhava com os braços cruzados e as sobrancelhas franzidas, bem desconfiada. Ele estava obviamente bêbado e ela tinha certeza de que ele passara a noite em algum bar com Antonio e Francis – e o pior era que, apesar da péssima companhia, ela gostava dos dois.

“Eu não consigo acreditar nisso, sabia?” ela disse, massageando as têmporas. “E você ainda me aparece em casa desse jeito, a essa hora! Sorte que meus pais não estão, porque se estivessem você teria me metido em uma enrascada e tanto...”

“E quem disse que eu vim para cá por nada?” ele perguntou, e ela tinha que admitir que ele não ficava estranho quando estava bêbado – não ficava cambaleando nem falando coisas sem nexo – só ficava ainda mais sem-vergonha do que já era. “Eu vim por um motivo importante!”

“Ah, é?” ela ergueu uma sobrancelha; esperava que ele não fizesse nenhum escândalo que chamasse a atenção de todos os seus vizinhos.

“Sim. Agora, vem aqui fora.” Ele chamou. Como ela não vinha, ele agarrou seu braço, puxando-a. “É sério. Agora fica aí.” Ele pigarreou, se ajoelhou, pegou a mão dela e, como se fosse a coisa mais natural do mundo, disse: “Quer ter o privilégio de se casar comigo?”

Ela ficou chocada. Não sabia o que dizer – primeiro, precisaria ignorar a falta de modéstia da pergunta; depois, teria que levar em consideração o fato de que ele estava bêbado. Como se lesse seus pensamentos, ele acrescentou:

“E não é só porque eu estou bêbado. Estar bêbado não quer dizer que eu vá fazer coisas que não gostaria de fazer. E responde logo, meus joelhos estão doendo.”
“G-Gil... Eu preciso de tempo pra...”

“Pensar? Ah, corta essa. Você gosta de mim – porque não haveria motivos para não gostar – então é só falar que sim, e aí eu marco a data do casamento e pronto, a gente corta toda essa enrolação.”

“Mas...”

“Olha só, quem cala consente. Ou é sim ou é não, não tem nada pra pensar.” Ela abriu a boca uma vez, e então voltou a fechá-la, pensativa. Então, escondendo o rosto na mão e querendo que a terra a engolisse, falou, quase murmurando:

“Tá.”

“Ótimo, eu sabia!” ele ficou de pé, limpando a terra das calças. Então, começou a marchar em direção à casa dela, arrastando-a pelo braço.

“E-espera, Gil, o que você está fazendo?”

“Ora essa, te levando para a Noite de Núpcias.”

“Noite do QUÊ? Não, espera. Gil... Isso é só depois do casamento!”

Ele olhou para ela, sorrindo maliciosamente. Então, puxou-a para perto de si e, encostando os lábios em seu ouvido, perguntou:

“E você quer que eu acredite que está disposta a esperar por isso?”

Ela se arrepiou toda, corando violentamente, e não respondeu. Ele riu e voltou a segurá-la pelo braço, trancando a porta da casa ao passar.


(E ela estava ainda na dúvida se iria ou não se arrepender daquilo. Provavelmente, não).

-

[Pronto, Mandie, aí está o seu (H). A tradução da música ficou porca e tosca, mas releve (E agora eu coloquei em inglês porque dói menos no meu coração /oiq). E agora só falta o meu e o da Saki ♥]

segunda-feira, 19 de abril de 2010

And that's why I love you


Então, estávamos nós três conversando no msn - como sempre. E, só pra variar, eu estava me divertindo pacas e me sentindo bem pra caramba.

E, aí, eis que a Saki vem com a pergunta que deu início a tudo: (tinha que ser eu, mesmo, viu?)


Saki: Como é que vocês gostam de mim, mesmo
eu sendo uma bastardinha egoísta e monotemática?

Nanne: Não sei. Como você gosta de mim sendo sem
graça e infantil?

Saki: ...
Porque nós somos a mesma -s (E não devolva minhas perguntas q-).


Mandie: COMO É QUE VOCÊS GOSTAM DE
MIM?
Essa é a questão.


Nanne: Você é muito demais, Saki, tá sua coisa?
Você é divertida, esperta e uma das pessoas mais maravilhosas que eu conheço.
E a Mandie é meiga, fofa e linda.
Parem de reclamar de si mesmas.

Saki: WAAAAAAAAAAAAAA, SUA
COISA LINDA!


Mandie: Bom, eu
vejo a Nanne como uma super irmã mais velha e procuro usá-la como meu exemplo.
Mesmo também tendo pela Saki uma admiração monstra. Não apenas pelos textos, mas
por quase tudo. Sem contar que eu tenho uma afinidade mágica com vocês, mas do
que tenho com pessoas que eu conheço pessoalmente. E, sei lá, eu acho vocês tudo
de bom e incríveis e...Meigas demais.
Além de divertidas e compreensivas
comigo.



É, pois é. Mas depois eu fiquei pensando nisso, porque é mesmo de se estranhar você se apegar tanto a pessoas que nunca viu pessoalmente. Quero dizer, isso não é exatamente como seria de se esperar, certo? E eu sou daquelas que sempre quer um motivo para tudo.

E eu só posso falar que amo vocês duas porque vocês me fazem extremamente feliz. Porque às vezes eu chego em casa com um mau-humor do cão, e porque uma de vocês está online eu já me sinto melhor; porque tem dias em que eu simplesmente não quero voltar para casa, mas aí me lembro de que se eu vier, talvez consiga conversar com uma de vocês duas; porque quando nós três conversamos juntas, eu tenho aquela sensação de que está tudo certo.

Mas, mais do que tudo isso, eu amo vocês porque quando vocês dizem que me amam eu consigo acreditar de verdade. E porque mesmo que às vezes eu fique me mordendo de vontade de abraçar as duas até sufocá-las ou de pular em vocês e mordê-las como naqueles emoticons /lolwat, não é como se isso fosse realmente necessário, porque simplesmente saber que vocês estão lá e se preocupam comigo já me dá uma sensação que eu não seria capaz de explicar nem se tentasse - ou quisesse, e eu não quero; porque é tudo muito mais mágico quando não faz sentido, não é?

Então, respondendo direito às perguntas que vocês fizeram: eu amo vocês porque vocês existem; porque minha vida seria um inferno caso vocês não existissem - e ela seria um inferno simplesmente porque sem vocês não seria completa.

WO AI NI




Pequena observação: A Mandie é uke geral; eu sou uke da Saki. Isso quer dizer que eu fico no meio? /runzforlife

sábado, 17 de abril de 2010

Waiting for your call

Ok, lá vamos nós. De novo.



Então, para variar, esse post é especificamente para vocês duas.





Então, antes de mais nada, é necessário saber que em momento algum da minha vida eu havia ligado a webcam para alguém que não fosse da minha família. Não (só) por vergonha, mas porque as pessoas falam que não é seguro e tal - e que quem conhecemos pela internet sempre pode estar mentindo (e eu já sou naturalmente desconfiada de Deus e o mundo). Aí, é claro, minha pobre webcam ficava mofando aqui em cima do monitor, me olhando com aquela carinha de "Me usa, por favor", e eu fria e cruelmente ignorava o pequeno aparelho.

Depois, é preciso saber que sou extremamente mão-de-vaca - a ponto de preferir passar meia hora andando dentro da Cidade Universitária pra sair dela ao invés de pegar um dos circulares lá dentro e gastar uma condução a mais. Então, eu não me disporia a comprar um microfone porque - fala sério! - quando eu usaria? Pois é, seria gastar dinheiro.

E, só para variar, a Mandie me fez mudar de idéia. E querem saber? Eu não me arrependo nem um pouco de ter quebrado todos esses meus hábitos - claro, só me sinto mal pela Mandie, que teve que ouvir minha voz enjoada e irritante e ficar encarando esse meu rosto de zumbi estressado.

E tá, talvez tê-la feito presenciar meus ataques de nervos com minha família pode não ter sido muito legal, e eu possivelmente me revelei como mais violenta na conversa falada e talvez meus irmãos tenham enchido mais o saco do que deveriam (não que eles sequer devessem encher o saco, mas enfim). Mas foi muito divertido. E eu não estou brincando - fazia tempo que eu não me divertia tanto assim com alguém.

E querem saber? Tá, a Saki não estava lá, o que significa que ainda estava faltando alguma coisa. Digo, sem a Saki, falta eu mesma (momento Dom Casmurro). Mas isso serve pra gente perceber algumas coisas. E o que eu percebo é que - por mais rídiculo, bobo, infantil e idiota que isso possa parecer - eu finalmente me (re)encontrei. Eu nem posso explicar o que exatamente isso quer dizer - mas fiquem as duas sabendo que vocês estão entre as pessoas mais importantes e que eu atualmente mais amo na minha vida.

Tá, eu só quero juntar logo a Saki - que vai ter que arrumar um microfone (eu paguei só R$ 5,20, yey /dica) e uma webcam. E aí nós vamos as três conversar ao mesmo tempo, porque a voz da Saki deve ser tão linda quanto a da Mandie (aliás, Saki, você vai ter que cantar pra gente, ouviu? (H)).

E, é, eu amo vocês. Devia estar iluminada no dia em que vocês me adicionaram no msn.



(E eu vou me socar porque a Saki fica como ausente - quebrarei meu nariz, moça, e espero que sinta isso /internas)
(E não, eu não sou daquelas que vai conversar com quem está como ocupado ou ausente. (L))

sábado, 3 de abril de 2010

I don't like your (girl)friends


If you wanna be my lover
You gotta get with my friends
Make it last forever
Friendship never ends
If you wanna be my lover
You have got to give
Taking it’s too easy, but that’s the way it is.

(Wannabe – Spice Girls)



-



Ludwig não gostava daquelas garotas que andavam com sua fada.

Não gostava daquela uma que dizia ser a mesma pessoa que sua fada, porque ela não era. Sua fada era mais bonita, mais inteligente, mais responsável e tinha mais personalidade. E aquela garota era só estranha e desorganizada (ainda que sua fada explicasse que ela não era desorganizada; apenas gostava de manter as coisas sempre à vista e tinha um senso de organização diferente do das outras pessoas).

E também não gostava daquela outra que vivia atrás de sua fada, ligando para ela quando na verdade era a hora de ficar com Ludwig; e que ficava dizendo que a amava e agia como se as duas fossem um casal – o que era errado, porque a fada era comprometida com Ludwig, certo? Eles haviam devidamente concordado naquilo (mas sua fada lhe dizia que ela só falava aquilo porque eram amigas de verdade).

(Sua fada insistia que elas eram as melhores pessoas no mundo; e ele não tinha coragem para contrariá-la.)


-


Gilbert não suportava aquelas amigas de sua princesa.

Não gostava particularmente daquela que estava com seu irmão, porque isso significava que ele a via demais. E ele realmente odiava que sua princesa sempre se recusasse a ser ajudada por ele porque ela não era uma donzela em perigo, mas não via problema algum em pedir ajuda àquela amiga dela – que não era mais incrível do que ele, com certeza.

E também não gostava da outra, que ele nem via tanto, porque ela era muito parecida com a que estava com seu irmão. E às vezes ele achava ela ainda pior, porque sua princesa ficava sempre pensando nela quando ele e seu irmão decidiam fazer um “encontro duplo” e, na cabeça dela, o encontro não seria incrível se as três não estivessem juntas.

(E sua princesa explicava que ele era incrível, sim; tão incrível quanto suas amigas. Só que ele queria ser mais incrível do que elas.)


-


Yao preferia dizer que não gostava daquelas duas tanto quanto poderia.

Não gostava daquela garota de cabelos cacheados, porque seu sol se preocupava muito com ela. Além disso, as duas viviam dizendo que se amavam e Yao não gostava de ver seu sol dizendo que amava outra pessoa; e também, porque seu sol sempre sorria para ela como se ela fosse a pessoa mais importante no mundo – um sorriso que ela deveria dar apenas para Yao.

Mas também não gostava daquela outra que seu sol dizia ser tão parecida com ela. Yao não ligava se elas eram ou não parecidas. Mas, por algum motivo, aquela outra menina parecia conhecer seu sol melhor do que ninguém – e parecia ter muito orgulho disso. E ela parecia capaz de ler seu sol como um livro aberto – um privilégio que Yao gostaria de ter apenas ele mesmo.

(Seu sol sempre lhe dizia que o amava tanto quanto amava a elas, mas ele não dizia que queria que ela o amasse mais.)


-


Kiku observou os três ficarem de braços cruzados, emburrados. Só estava lá porque Yao lhe pedira, já que ele conhecia Ludwig. E agora ele tentava entender o porquê daquela atmosfera tão carregada, já que haviam sido suas próprias garotas quem os havia reunido ali e os três pareciam amá-las tanto.

E, enfiadas num sofá de dois lugares, as três conversavam e riam entre si como se não houvesse mais ninguém no mundo além delas.




-




Porque eu amo vocês duas.
E porque nós sabemos que eles teriam que nos dividir.
E porque, pelo menos de minha parte, vocês seriam mais importantes S2
(E houve um motivo para estarmos em um sofá de dois lugares 8D [oiq])


sexta-feira, 2 de abril de 2010

Happy Birthday, sweetheart(s)

Porque existem duas pessoas nesse mundo que eu amo demais. Duas pessoas que tem 1,55 de altura. E duas pessoas que fazem aniversário hoje. (Coincidências? Talvez eu tenha um fraco por garotas baixinhas que nasceram em 2 de Abril).

Enfim.

-


Uma delas é a minha irmã caçula postiça mais linda do mundo, minha tanajurazinha (fazia tempo que eu não te chamava assim, hein?). A melhor prima do mundo. Lembra quando a gente era criança e vivíamos indo na casa uma da outra, mesmo que no fim você acabasse com o rosto cheio de arranhões feitos por mim e a mão cheia de cabelos meus? Pois é. E mesmo assim, a gente não se separava. E até hoje, mesmo você tendo sido a pessoa que mais apanhou de mim durante minha infância (meus irmãos não contam - eu não era mais tão criança quando comecei a bater neles), você ainda é uma das pessoas que eu mais amo e com quem sou mais apegada. Minha vida sem você não teria graça (ir na casa da vó sem você já não tem graça nenhuma).

Mas sabe o que realmente é mais difícil? É imaginar que você não é mais uma criança. É imaginar que você já tem catorze anos. Imaginar que você não precisa mais de mim e (talvez) não me idolatra mais tanto como quando você era pequena (menor, porque pequena você ainda é). É imaginar que você não vai mais reclamar quando eu disser que não quero brincar de boneca porque já-estou-velha-demais-para-isso (porque agora você também está, não é?).

Só que não importa, está bem? Não importa quantos anos você tenha. Você sempre vai ser minha irmãzinha querida que eu amo demais. E sempre que precisar de alguém, eu vou estar aqui. Sério, pra sempre.


-

E eu lembro um dia em que eu entrei no fanfiction.net e vou no 'Just In' e acho uma fanfic chamada "Ordinária Depressão". E eu simplesmente adorei a fanfic. Pouco depois, eu entro no perfil de uma outra autora que eu gosto e vejo nos favoritos dela uma fanfic chamada "Wonderland". Mais uma vez, leio e amo (e nem me dou conta de que as duas são escritas pela mesma pessoa). Depois, eu conheci "Hetalia - Axis Powers" e vou entrar no fandom, e acabo encontrando uma chamada "Direito de Posse" (preciso dizer que estava ótima?). E, porque eu não tinha nada pra fazer, fui ver o perfil da autora da bendita fanfic. E só aí eu descubro que ela escreveu aquelas duas fanfics de Harry Potter que eu amei tanto.

Claro, eu tive que ler as outras coisas que ela escreveu. E aí eu tive que adicionar ela nos favoritos. E aí ela percebeu que tinha ganho uma stalker e foi fuçar no meu perfil - e aí achou meu msn e...

... E hoje ela é uma das pessoas mais importantes da minha vida. E hoje ela faz uma década e meia de vida. E hoje eu não me imagino sem ela.

-



FELIZ ANIVERSÁRIO VOCÊS DUAS, AMORES DA MINHA VIDA DE UM METRO E CINQUENTA E CINCO (L) /foge.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Photo Exchange


Porque ficar trocando fotos com ela enquanto uma reclamava do próprio cabelo e elogiava o da outra não teve preço.

(E porque você é linda, sério.)

(E porque agora a gente VAI ter que dar um jeito de ver fotos da
Saki, porque essas coisas tem que ser feitas entre as três, e não só entre duas.)

(E porque você pode falar o que quiser, meu nariz é horrível, meu cabelo é cheio de frizz e eu tenho cara de brava e/ou idiota; você é magrinha, pequenininha, tem um cabelo lindo e é muito meiga (L).)

(E porque eu precisava constatar todas essas coisas e porque agora preciso comprovar que eu-Saki sou mais bonita do que eu-Nanne. Não que isso seja difícil, mas enfim.)

(E isso super-pareceu uma mega declaração de amor digna de romance trash.)