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quarta-feira, 19 de maio de 2010

You like it, don't you?

- O que foi agora, Matthew? - Mike perguntou, ao atender o telefone. Já havia reconhecido o número dele no identificador de chamadas, e ele só ligava quando precisava de algo. Nigel, que jogava algum jogo de PSP, ergueu momentaneamente a cabeça ao ouvir o nome de Matt, mas logo voltou a seu jogo.

- Tem que ser tão ignorante, Michelle? - Matt exclamou, do outro lado da linha. Por sua voz, era possível perceber que ele estava alterado. - Olha só, é que eu peguei o ônibus errado e vim parar em um bairro suspeito. Mas não foi culpa minha, está bem? É só que meus óculos estão embaçados e eu não consegui ler direito a...

- Fala sério, você se perdeu de novo?! - Mike o interrompeu, segurando a risada. Nigel, porém, tão logo ouviu aquilo pausou o jogo e passou a prestar atenção à conversa da irmã, que colocou o celular no viva-voz.

- Argh, não fala assim! Foi um acidente e...

- Tá, tá. Fala onde você tá e o meu irmão vai...

- NÃO! Eu não quero que o Nigel venha me buscar, não preciso da ajuda dele! - Mike revirou os olhos, e Nigel pareceu não se importar. - Só me fala como eu faço pra ir embora daqui! Eu estou em frente a um bar chamado... Erm, Uncle Patrick's...

- Puta merda! - Mike exclamou, enquanto Nigel pegava as chaves da moto e disparava porta afora. - Você tá num bairro super-perigoso, anta!

- Eu sei disso, por isso te liguei! E não me chama de anta porque se não fosse pelas aulas de reforço que eu te dei você não teria...

- Ah, cala a boca! Olha, fica exatamente aí onde você está que no máximo em dez minutos meu irmão tá aí! Sério, não saia do lugar.

- Mas eu não... - porém, antes que ele terminasse de falar, Mike desligou o celular.

x


- Matt! - Nigel chamou, assim que avistou o amigo parado na calçada, abraçando o próprio peito e tremendo. Matt o olhou, mas logo desviou o rosto, ficando corado. Nigel imaginou que fosse pelo nervosismo. Parou a moto próximo a ele e perguntou: - Você está bem?

- Eu não precisava que você viesse me salvar, não sou uma menininha indefesa! Era só me falar como voltar para casa! - Matt esbravejou, irritado. Nigel nunca entendera porque ele ficava daquele jeito perto dele, mas sabia que no fundo eles eram amigos.

- É que eu fiquei preocupado. Eu sei que você se perde fácil e não tem boa memória, mas...

- Ah, nem vem! Eu ainda sou o mais inteligente por aqui!

- Eu sei disso. - Nigel falou, tombando a cabeça para o lado. - E sei que você só não consegue se lembrar de tudo porque já tem um monte de coisa na cabeça. Então eu fico pensando que posso fazer esse tipo de coisa pra te aliviar um pouco.

Matt sentiu o rosto ficar ainda mais quente. Por que o idiota tinha que falar uma coisa daquelas com tanta naturalidade? Continuava com o rosto virado, mas olhou de esguelha para Nigel, que fez sinal para que ele se sentasse na moto. Bufando, fez o que Nigel queria, e passou os braços por sua cintura para não cair. Sentiu que corava ainda mais por isso, enquanto Nigel ligava a moto e dava partida sem nem dar bola para aquilo.

(No fundo, Matt gostava de tudo aquilo).







Só um pedaço de texto de alguns personagens originais meus que eu quis escrever. Gosto tanto desse casal ♥

domingo, 2 de maio de 2010

So True





Paulistas ruleiam. E o pior é que seria verdade.

(Só é tenso imaginar RJ como garota, mas deixa quieto)

(E sim, TODOS os paulistas são daquele jeito mesmo /fail)

domingo, 11 de abril de 2010

Camellia



Dora agora já estava mais crescida – era praticamente uma mulher feita. E, por mais que Miguel lhe dissesse que eram apenas irmãos, ela não conseguia mais fazer de conta que o que sentia por ele era apenas isso. Principalmente agora, que ela estava efetivamente se tornando uma colônia. Não queria. Não queria.

Mas o que ia fazer? Não podia simplesmente dizer aquilo para ele, podia? Não podia. Principalmente agora, que ele pelo menos estava lhe dando atenção. Não sabia por que ele passara tantos anos distante; tantos anos em que só vinha tomar seus escravos e levá-los a algum outro lugar. Mas estava feliz que ele realmente estivesse lhe dando atenção agora. Provavelmente, estivera ocupado durante aquele tempo. Ela compreendia. Ele era um grande país, devia ser muito ocupado. Devia ser difícil achar tempo para conciliar tudo – mas ainda assim encontrou tempo para seus irmãos e para ela.

“Ele só está nos dando atenção agora porque o favorito pediu independência, sua boba.” Guiné-Bissau lhe disse, cruzando os braços no peito.

“Mentira!” ela exclamou. “Pare de mentir, Pedro! Ele nos deu nomes! Ele disse que seremos irmãos! Ele vem nos visitar! Ele...”

“Ele foi rejeitado pelo Brasil e agora quer usar a gente só pra fazer ciúmes no outro, Angola! E não me chame pelo nome que o bastardo me deu!” Ele suspirou e passou a mão pelos cabelos crespos. “Quer continuar se iludindo, continue. Mas um dia você vai enxergar.”

Bufando, Dora virou as costas, jogando as longas tranças negras para trás, e saiu, batendo os pés. Pedro nunca lhe ouvia, e só não gostava de seu irmão Miguel porque sentia inveja. E Guiné-Bissau apenas se perguntava quando ela abriria os olhos para a verdade – que Miguel só gostava de seu irmão latino, grande e rico, e não deles, africanos pobres que só serviam para ceder escravos.

Mas ele sabia que um dia Dora perceberia isso, também.







(Ah, sim. Outro trecho de fanfic sobre OCs. De Hetalia, obviamente. E este eu pretendo postar algum dia - não muito distante, espero eu)

segunda-feira, 29 de março de 2010

Família

Seus cabelos eram negros, ela era pequena, de olhos verdes e pele corada. Não se parecia em absolutamente nada com seu irmão mais velho – exceto pelo sorriso, e Noruega ainda dizia que o dela era mais bonito, ao que ela discordava completamente. Na verdade, ela não se parecia com nenhum dos Nórdicos, e Suécia dizia que aquilo se devia ao fato de ela ser, originalmente, da América, mas ela sempre ficava brava ao ouvir isso. Sua família eram os nórdicos, então era a eles que ela pertencia. E seu irmão Dinamarca sempre confirmava isso, dizendo que “não importava o lugar onde diziam ser a casa dela – seu lugar é aqui, com a gente”. E ela sorria, concordando, porque não conseguiria se enxergar sem seu irmão.

X

No dia em que Suécia e Finlândia foram embora de casa, seu irmão ficou muito triste, e ela tentou a todo custo conter as lágrimas enquanto os observava sumir em meio à neve, para irem viver em suas próprias casas, sem mais ninguém. Enquanto ela os observava pela janela, Islândia colocou-se a seu lado, observando-os partir, também. Ficaram os dois em silêncio, até o momento em que ela não agüentou mais e segurou a mão de seu amigo – seu único e melhor amigo – e sussurrou:

- Você e o Norge nunca vão embora, não é?

O garoto piscou, encarando-a, e em seguida apertou os dedos da mão que ela segurava; com a outra, acariciou seus cabelos ondulados, num gesto que deixava bem claro que ele sempre estaria ali.

-~-

(Só um pedaço de fanfic sobre uma OC minha. Se um dia eu terminar, talvez a poste. Talvez.)