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sábado, 12 de junho de 2010

We're coming out Strong


Doía muito. Daniel sentia todo o seu corpo doer. Era só no que realmente conseguia pensar. Respirar era difícil – ele arfava pesadamente, e arqueava as costas, como se isso de alguma maneira pudesse facilitar a passagem do ar por seus pulmões. Sentia o sangue ao seu redor, sentia o chão áspero e duro, sentia a terra cutucar em suas feridas e deixá-las ardidas, sentia o ar gelado em sua pele. Porém, mal enxergava o que acontecia a seu redor. Tentou abrir os olhos, mas só o que viu foi a escuridão da noite, num céu sem estrelas e com a lua fora do alcance de seus olhos.

Tentou virar-se, para que pudesse se apoiar no chão e ficar de pé, mas aquilo só fez piorar a dor. Não queria chorar, porém não conseguiu segurar as lágrimas. Queria gritar, era isso o que queria – mas quando abriu a boca, só o que saiu dela foi sangue e gemidos fracos demais para expressar sua dor.

Por quê? Pensou, enquanto se deixava mais uma vez cair no chão, as feridas em seu corpo ardendo como se ainda estivessem sendo cortadas. O que eu fiz de errado? Doía demais, ele mal conseguia suportar. E por que aquilo teve que acontecer? Por que eles tiveram que entrar em guerra contra ele? Eles eram seus amigos, não eram? Não era justo. Não era justo que ele estivesse sozinho.

Fechou os olhos com força, girando no chão. Não queria acabar daquele jeito. Ele ainda tinha tanta coisa pra fazer. Ia decepcionar todo o seu povo. Iria deixar todas aquelas pessoas que o amavam na mão. Iria permitir que todas aquelas mortes em seu nome tivessem sido por nada. Não queria isso. No fundo, ele só queria ser um bom país. Um país bom o suficiente para ser amado – um país digno de que morressem por ele. Mas ele não era. Não iria durar muito tempo. Sequer conseguia erguer-se do chão. Sequer conseguia respirar direito. Sequer conseguia ao menos gritar.

Deixou que a cabeça caísse no chão. Não queria se entregar daquele jeito, mas já não conseguia fazer mais nada. Sentia seu povo morrer – havia definitivamente perdido a guerra. Sabia o que ia acontecer agora – Martín, Luciano e Sebástian viriam e pegariam suas terras. Daniel só esperava que eles fossem bons com seu povo. Amava tanto aquela gente! Iria sentir saudades deles. Iria sentir saudades de seus vizinhos também – saudades da época em que eles eram amigos, pelo menos.

Colocou a mão no peito – era onde mais doía. Não queria morrer daquele jeito triste e patético. Queria morrer como nos livros – heroicamente. E, mais do que isso, queria morrer sorrindo. Sempre acreditou que teria motivos de sobra para sorrir em sua morte, que quando sua hora chegasse pensaria em todas as coisas felizes pelas quais já havia passado. Mas só conseguia pensar em sua terra, seu povo, seus primos, e no quanto estava sozinho.

Fechou os olhos. Sozinho. Estivera sozinho desde que aquela guerra começara, afinal de contas. Sentiu que estava ficando sonolento – sabia o que aquilo significava. Estava no fim. Pelo menos a dor iria acabar.

E esse foi o último pensamento que teve.









[Não. Ainda não está acabada orz. Mas um dia eu acabo ela bonitinho ♥ (Ou não)
E tenho culpa se amo tanto essa coisinha meiga e fofa que é o Dani? Poxa, culpem a pessoa que criou ele e as pessoas que o escolheram pra representar o Paraguai na Latin Hetalia D8]

terça-feira, 6 de abril de 2010

The hidden truth



Então, quem me conhece sabe que eu amo a comunidade Latin Hetalia - ainda que eu seja completamente off lá. E, curiosamente, meu personagem preferido NÃO é o Luciano (ou seja, o Brasil) e sim o Daniel (Paraguai). Então, um belo dia decidi provar meu amor por essa coisinha estuprável meiga, fazendo uma fanfic sobre a Guerra do Paraguai. E, como era de se esperar, eu decidi antes fazer uma pesquisa sobre isso.

Primeiro, fui na Wikipédia. E isso era o que estava logo no começo do tópico:


"O conflito iniciou-se com a invasão da província brasileira de Mato Grosso
pelo exército do Paraguai, sob ordens do presidente Francisco Solano López. O
ataque paraguaio ocorreu após uma intervenção armada do Brasil no Uruguai, em
1863, que pôs fim à guerra civil uruguaia ao depor o presidente Atanasio
Aguirre, do Partido Blanco, e empossar seu rival colorado, Venancio Flores.
Solano López temia que o Império brasileiro e a República Argentina viessem a
desmantelar os países menores do Cone Sul."


Depois, fui para o Google...


"A Guerra do Paraguai teve seu início no ano de 1864 a partir da ambição do
ditador Francisco Solano Lopes, que tinha como objetivo aumentar o território
paraguaio e obter uma saída para o Oceano Atlântico, através dos rios da Bacia
do Prata. Ele iniciou o confronto com a criação de inúmeros obstáculos impostos
às embarcações brasileiras que se dirigiam a Mato Grosso através da capital
paraguaia."


E também...


"A principal causa da guerra está relacionada às tentativas do governo do
ditador paraguaio, Francisco Solano López, de colocar em prática uma política
expansionista, com o objetivo de ampliar o território do seu país, apossando-se
de terras dos países vizinhos, e ter acesso ao mar pelo porto de
Montevidéu
."


Bom, ok. Não foi bem isso que eu aprendi no meu cursinho. O que eu aprendi é que o Brasil e a Tríplice Aliança não tiveram assim motivos tão nobres para atacar o Paraguai - o pobre paisinho estava apenas tendo uma revolução comunista e não quiseram deixar com medo de que aquilo chegasse até seus países. Claro, não foi bem isso mas também não foi o Paraguai o total responsável pela guerra e merecedor de sua esmagante derrota.

Enfim, o fato é que eu já tinha uma idéia do que havia acontecido mais ou menos nessa guerra, mas não lembrava os detalhes e não estava a fim de olhar nas minhas anotações do ano passado. E essa pesquisa na Internet não ajudou em nada. Ou seja, vou ter que deixar minha fanfic para o fim de semana, que é quando eu tenho tempo de olhar minhas anotações de História (que eu não jogarei fora por nada nesse vasto mundo, juntamente com as de Geografia e Literatura).

E sabe qual foi a única coisa que eu aprendi com essa pesquisa? Que a História brasileira é dolorosamente distorcida. E é por isso que todo dia meu pai tem que passar em uma estrada chamada "Castelo Branco" - como se um ditador merecesse ser homenageado.

Sinceramente, e há quem se pergunte porque o Brasil está do jeito que está.

(Nota: sim, eu sou nacionalista. Vocês não fazem idéia do quanto.)




(Dani S2)