
Don’t you understand?
Love and Hate
Everything is mine…
I wish him
I stare at it
Nice and hot
I will melt your heart”
(My Song That’s Written By Me, For Me – Atsuhi Kousaka – Hetalia Drama CD Interval Vol. 1)
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A garota o olhava com os braços cruzados e as sobrancelhas franzidas, bem desconfiada. Ele estava obviamente bêbado e ela tinha certeza de que ele passara a noite em algum bar com Antonio e Francis – e o pior era que, apesar da péssima companhia, ela gostava dos dois.
“Eu não consigo acreditar nisso, sabia?” ela disse, massageando as têmporas. “E você ainda me aparece em casa desse jeito, a essa hora! Sorte que meus pais não estão, porque se estivessem você teria me metido em uma enrascada e tanto...”
“E quem disse que eu vim para cá por nada?” ele perguntou, e ela tinha que admitir que ele não ficava estranho quando estava bêbado – não ficava cambaleando nem falando coisas sem nexo – só ficava ainda mais sem-vergonha do que já era. “Eu vim por um motivo importante!”
“Ah, é?” ela ergueu uma sobrancelha; esperava que ele não fizesse nenhum escândalo que chamasse a atenção de todos os seus vizinhos.
“Sim. Agora, vem aqui fora.” Ele chamou. Como ela não vinha, ele agarrou seu braço, puxando-a. “É sério. Agora fica aí.” Ele pigarreou, se ajoelhou, pegou a mão dela e, como se fosse a coisa mais natural do mundo, disse: “Quer ter o privilégio de se casar comigo?”
Ela ficou chocada. Não sabia o que dizer – primeiro, precisaria ignorar a falta de modéstia da pergunta; depois, teria que levar em consideração o fato de que ele estava bêbado. Como se lesse seus pensamentos, ele acrescentou:
“E não é só porque eu estou bêbado. Estar bêbado não quer dizer que eu vá fazer coisas que não gostaria de fazer. E responde logo, meus joelhos estão doendo.”
“G-Gil... Eu preciso de tempo pra...”
“Pensar? Ah, corta essa. Você gosta de mim – porque não haveria motivos para não gostar – então é só falar que sim, e aí eu marco a data do casamento e pronto, a gente corta toda essa enrolação.”
“Mas...”
“Olha só, quem cala consente. Ou é sim ou é não, não tem nada pra pensar.” Ela abriu a boca uma vez, e então voltou a fechá-la, pensativa. Então, escondendo o rosto na mão e querendo que a terra a engolisse, falou, quase murmurando:
“Tá.”
“Ótimo, eu sabia!” ele ficou de pé, limpando a terra das calças. Então, começou a marchar em direção à casa dela, arrastando-a pelo braço.
“E-espera, Gil, o que você está fazendo?”
“Ora essa, te levando para a Noite de Núpcias.”
“Noite do QUÊ? Não, espera. Gil... Isso é só depois do casamento!”
Ele olhou para ela, sorrindo maliciosamente. Então, puxou-a para perto de si e, encostando os lábios em seu ouvido, perguntou:
“E você quer que eu acredite que está disposta a esperar por isso?”
Ela se arrepiou toda, corando violentamente, e não respondeu. Ele riu e voltou a segurá-la pelo braço, trancando a porta da casa ao passar.
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[Pronto, Mandie, aí está o seu (H). A tradução da música ficou porca e tosca, mas releve



