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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

I just wanna open my heart


Existem pessoas que te decepcionam e nem percebem. Não "magoar", sabe, mas decepcionar, mesmo. Te fazer pensar "não achei que você faria algo assim". E às vezes elas nem percebem, só estão sendo elas mesmas.

É estranho, porque há algum tempo atrás eu me sentia tão próxima de algumas pessoas, e eu meio até que fazia vista grossa pros defeitos delas. E hoje, elas não me parecem mais tão especiais - elas simplesmente são como todas as outras pessoas do mundo. E eu achava que elas me entendiam, que pensávamos igual. E a verdade é que nós pensávamos MESMO igual, só que agora eu não tenho mais aquele mesmo jeito de ver a vida. Eu abri meus olhos pra tantas coisas, e parece que essas pessoas não.

Eu devia ficar triste por isso, porque acabei me afastando dessas pessoas. Mas eu não estou mais tão triste assim. Eu tenho meus amigos e minhas amigas de verdade, e eles me entendem mesmo, pensam mesmo como eu. Mais do que isso, eles estão do meu lado, me apoiando e não ficam o tempo todo jogando na minha cara "você mudou tanto", "antes você agiria desse jeito", "você não gostava dessas coisas" e todo esse mimimi. Aliás, meus amigos de verdade nem acham que eu mudei, pra começo de conversa, porque eles mudaram junto comigo.

Talvez eu vá me decepcionar com esses amigos algum dia. Talvez eu também esteja idealizando-os como idealizei outras pessoas. Mas, por enquanto, esses amigos que entendem que as pessoas mudam e que quase sempre isso é bom, por enquanto eles são tudo o que eu preciso.




PS: Provavelmente, vão ter pessoas que lerão isso achando que eu estou falando delas. Bom, vocês provavelmente estarão enganados, mas se acharem que a carapuça serviu, analisem um pouco suas atitudes. Ou analisem se vale a pena continuar me chamando de "amiga", tanto faz.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Change comes...


Eu não gosto muito de mudanças. Não é que eu não consiga me adaptar a elas, sabem, eu consigo, realmente consigo. Mas me incomodam e eu fico séculos me recusando a aceitar a mudança até que eu finalmente tenho que jogar os braços pro alto e me render. Principalmente se a mudança for em mim mesma.

Eu mudei tanto - eu continuo mudando tanto - ao longo desse tempo, mas eu nunca quis isso. Por mim, eu ainda seria a mesma pessoa que eu era com 14 anos. Eu ainda seria quieta, falaria pouco, aceitaria tudo, ouviria metal, escreveria poesias, desenharia, seria inocente. Mas quando eu olho para mim mesma agora, eu não sou mais nada disso. Eu ainda sou tímida. Mas depois que me acotumo com as pessoas, eu viro uma matraca, não paro quieta, sou irritante; já estou começando a falar "não" mais vezes, poesia me dá sono, não consigo mais segurar o lápis direito para desenhar, consigo ver maldade em frases totalmente cotidianas ("quem quer experimentar meu miojo?"), não consigo mais ouvir Iron Maiden sem sentir dor de cabeça. Antes eu não dançava, agora é só eu estar sozinha que começo a dançar a qualquer música que eu esteja ouvindo.

Eu não sei se queria isso. É verdade que eu acho que agora as pessoas abusam bem menos de mim. É verdade que agora eu tenho menos medo de fazer o que gosto. É verdade que agora eu tenho menos medo de dizer "sim, eu gosto disso, pense o que quiser". É verdade que agora eu me divirto mais, que dou mais risada. Mas também é verdade que eu mudei. E às vezes eu tenho medo de que as pessoas que me conheceram antes não me queiram mais. Porque se tem uma coisa que nunca vai mudar em mim é a necessidade de que meus amigos gostem de mim - porque eu sei que continuaria os amando mesmo que eles não falassem mais comigo - eu ainda me apego fácil demais às pessoas.

Então, pra vocês que me conheceram antes, tem problema? Tem problema que agora eu não ouça mais rock pesado? Tem problema que eu ouça k-pop? Tem problema que eu ouça j-rock? Tem problema que eu vire a cara para qualquer poesia que eu vir? Tem problema que eu já não seja mais tão filosófica quanto já fui? Tem problema que eu já não seja a mesma Fernanda de antes?

Eu espero que não. Porque sabem, não é nada disso que diz quem eu sou. São vocês. Enquanto vocês estiverem do meu lado, eu vou ser eu mesma. Então, por favor, eu só peço que tentem me aceitar, mesmo que eu não seja mais a mesma.


Primeiro post de 2011 saiu bem filosófico, hein. R I S O S. -qq *apanha*

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Things to do...

... In order to be happy.




1. Me formar em Letras.

2. Fazer a faculdade de cinema com a Larissa.

3. Fazer a faculdade de História com a Larissa.

4. Conhecer a Saki pessoalmente.

5. Conhecer a M's pessoalmente.

6. Conhecer a Hee pessoalmente.

7. Tá, conhecer uma pá de gente pessoalmente. /tenso

8. Conhecer a Disney.

9. Visitar Hogsmeade e o castelo de Hogwarts na Disney.

10. Conhecer Londres.

11. Fazer um mochilão pela Europa com a gangue.

12. Fazer um mochilão pela Ásia com a Sara.

13. Encontrar a Laine de novo, de algum jeito.

14. Dominar o mundo com a M's (PS: Não posso deixá-la se esquecer disso).

15. Conseguir um notebook.

16. Superar minha timidez.

17. Conseguir aumentar minha auto-estima (essa tá difícil, hein?).

18. Morar numa casa cheia de livros, igual à Elinor da série Mundo de Tinta.

19. Conseguir um bom emprego que me dê um bom salário, me faça feliz e não me canse (Nunca falei que queria coisas fáceis ou possíveis de acontecer. Q)

20. Aprender a desenhar decentemente.


21. Aprender a tocar violão.

22. Aprender a falar japonês.

23. Achar alguém decente por quem eu possa me apaixonar e que me faça feliz (por incrível que pareça, eu sou uma garota, sabe? Em algumas coisas, eu sou como todas as outras, mesmo que não demonstre).

24. Aprender a falar italiano.

25. Ter um husky siberiano.

26. Ter um gato.

27. Mostrar ao mundo que Matemática é a matéria mais inútil de todas, afinal existem super-calculadoras, hoje em dia.

28. Passar por um psicólogo só pra poder falar, falar, falar e falar sem que ninguém interrompa, ou, pior, queira desabafar quando EU é que quero fazer isso (Sim, o motivo é apenas esse).

29. Me dar bem com meu pai.

30. Ver o Brasil se tornar um país de primeiro mundo (depois dessa, dominar o mundo parece até possível /oremos).

31. Ir a um show do Flyleaf (sério, não vou morrer feliz se não vir a Lacey Mosley ao vivo pelo menos uma vez).

32. Ir a um show do Alice Nine.

33. Ir a um show do My Chemical Romance.

34. Ir a um show do Mayday Parade (eu sempre posso ir até os Estados Unidos para isso, não?).

35. Parar de planejar minha vida como se tivesse certeza de que serei milionária.

36. Ter uma internet boa que pare de dar problema toda hora, porque, olha, vou te contar, viu. Não é fácil.

37. Publicar um livro.

38. Ver Os Sete e Sétimo virarem filmes no cinema com sucesso internacional.

39. Andar debaixo da chuva sem medo de ser feliz.

40. Ver O Turno da Noite na televisão e descobrir que pessoas do mundo inteiro estão assisitindo e amando.

41. Ter um jardim igual ao do livro O Jardim Secreto.

42. Deixar meu cabelo
assim.

43. Fazer com que minha mãe e minha avó paterna façam as pazes, porque essas criancices delas me enchem o saco e me deixam realmente triste.

44. Colocar um transversal na orelha esquerda.

45. Colocar um piercing na língua.

46. Tatuar
isso no meu ombro direito.

47. Ler o Evangelho de Judas Iscariótis.

48. Descobrir porque tanta gente gosta de números pares e odeia números ímpares.

49. Conseguir explicar para as pessoas porque eu gosto de números primos a ponto de colocar as coisas mais importantes neles (Aposto que vocês nem repararam! HAHA!).

50. Acreditar que cinquenta é um número mais legal do que cem porque estou com preguiça de continuar agora.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

You are the music in me


I'll be here by the ocean just waiting for a proof that there's sunsets and silhoute dreams. ♪



And sing to me about the end of the world - end of these hammers and needles for you. ♪



Your love is my black hole, my feet won't touch the ground - but I keep falling down and down. ♪




Sunlight, sunshine - all for you my daisy. You're getting this before you leave - all for you my daisy. ♪




Now here I sing my dedly lullaby - bruised by your love, bruised by your kiss. Is this true love? ♪




You always thought that I was stronger - I may have failed but I have loved you from the start. ♪




You're just a sad song with nothing to say about the life long wait for a hospital stay. ♪






(Músicas falam por si só.)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

When all I wanted was a hug...

You gave me so much more than it




(E mesmo que não tenha sido exatamente um abraço, foi uma coisa tão simples quanto isso - um simples "te amo". Como sempre, você pede e eu obedeço, Hee. Você disse que queria me ver feliz e eu fiquei feliz. Eu estava precisando ouvir aquilo - mesmo que tenha sido só um reply no Twitter. Obrigada, obrigada e obrigada.)



(E M's, não fica triste. Por favor. Eu não gosto de te ver pra baixo. Eu me sinto mal por não poder fazer nada pra ajudar. E não diga que está sozinha. Eu posso não estar aí do seu lado, mas isso não significa que eu não esteja com você.)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

All you've gotta do is smile for me


Sabe o que é? Eu gosto pra caramba de você. É, você mesmo (ou mesma). Eu te adoro. Só não digo que te amo porque... puta, é difícil eu amar alguém - dá pra contar nos dedos quantas pessoas eu amo. E, bom, você vai saber se é uma das pessoas que eu amo porque eu costumo ser mais melosa com vocês. Mas se você não for, eu ainda gosto pra caramba de você.

E sabe do que mais? Eu gosto de você muito mais do que você gosta de mim. É sério. Você é importante pra caramba, pra mim, mas aposto que assim que a gente perder contato você vai esquecer quem eu sou. E não se sinta mal - não seria a primeira vez que as pessoas me esquecem, acho que eu não sou tão marcante assim, sei lá. Enfim. É isso. Eu te adoro de montão e aposto meus rins que é muito mais do que você gosta de mim.

Mas eu não estou reclamando! Acho que se eu estivesse escrevendo isso há, sei lá, uns cinco anos, aí sim. Aí eu ia terminar esse post falando que ia me trancar no banheiro, ligar o Simple Plan e cortar meus pulsos. Mas eu passei dessa fase, sabe? Agora, eu to aqui é agradecendo. É, cara, obrigada. Porque... bom, é complicado de explicar. Mas eu não fico triste por saber que você não me adora tanto quanto eu te adoro.

Sabe por quê? Porque eu aprendi uma coisa muito importante ao longo da minha vida: Não é o que os outros sentem por mim, mas o que eu sinto por eles que os torna tão especiais.

Sacou? É por isso que eu quero agradecer. Porque você é tão importante. É sério, pode acreditar nisso. Você aí, que está lendo, você é importante pra caramba. Porque todo mundo que eu conheço é importante pra caramba, só que cada um é importante de um jeito diferente. Então, você também é importante pra caramba e eu nunca vou te esquecer, de verdade. Posso não lembrar teu rosto, tua voz, talvez nem teu nome. Mas eu vou lembrar que você existiu e que você era especial pra mim.

E sabe o que mais? Pode contar comigo. Pra tudo, sério. Porque tem uma lógica, saca? Quando a gente gosta muito de alguém, a gente fica feliz se essa pessoa está feliz. Então, eu vou fazer de tudo pra você ser feliz, porque aí eu vou ser feliz também. E se você estiver mal, pode me procurar, pode pedir minha ajuda. Eu não vou ligar. Eu vou fazer o sacrifício que for por você, de verdade. Faço qualquer coisa pra te ver feliz, pra não te ver sofrendo. Então conta comigo, beleza? Mesmo que eu não possa fazer muita coisa, eu vou dar o meu máximo, falou?

E se você discorda de mim e acha que eu falei um monte de balela e acha que você gosta de mim tanto quanto eu gosto de você ou até mais, faz um favor? Demonstra, tá? E pra demonstrar é só ser feliz - por mim.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

In the end, I'm still all alone


Eu só queria que as pessoas me entendessem. Não se encaixar simplesmente não é legal. Ficar deslocada não é legal. Não ter pra quem ligar e afogar as mágoas não é legal. Saber que, por mais que existam pessoas que se importam, no fim você continua sozinha na luta não é legal. Ver aquele monte de gente ao seu redor e simplesmente não conseguir chorar e pedir abraço não é legal.

Acho que era só isso que eu queria - alguém que me abraçasse, alguém que passasse a mão no meu cabelo e me dissesse que ia ficar tudo bem. Mas eu nem consigo pedir para que as pessoas me consolem - eu sempre acho que estou sendo egocêntrica se faço isso. E aí eu desço baixo o bastante pra escrever um post de auto-piedade nesse blog, que as pessoas vão ler e se sentir mal por não terem percebido (e se isso te acontecer, não se sinta mal - a culpa é minha, sério. Minha, por ser covarde a ponto de ter medo de abrir meu coração pra quem eu amo).

E, na verdade, nem aqui eu consigo desabafar direito. Eu não consigo falar o que está me deixando assim, porque eu tenho que falar mesmo, sabe? Eu preciso chorar, preciso soluçar e preciso que alguém esteja ouvindo, só isso.

E dói ainda mais pensar que um dia eu já tive alguém que fizesse tudo isso - alguém pra quem eu ligava e ficava me ouvindo por horas a fio; alguém que só de olhar pra mim sabia se eu estava triste e ficava me enchendo o saco até eu começar a chorar e falar tudo alguém; alguém que sempre sabia o que dizer e o que faz pra eu me sentir melhor; alguém que efetivamente me entendia e me compreendia; alguém que, mesmo vendo tudo isso, ainda me achava forte porque eu conseguia esconder isso tudo do mundo.

E aí você junta tudo isso e, é, não é legal. Não é legal você se trancar no seu quarto e ficar soluçando e olhando pro seu celular - sem crédito - e não ter pra quem ligar (porque não quer ligar a cobrar nem encher o saco de ninguém com "baboseiras").



Eu me sinto perdida, nessas horas. Só isso. E eu só queria que alguém ouvisse tudo isso.

(E não lesse.)

sábado, 10 de julho de 2010

You'll be my friends forever, my dears



Então, eu fui ser a criança feliz que sou e assisti Toy Story 3. E querem saber? O filme é simplesmente encantador. E o final me fez chorar - não que isso seja difícil, claro. Mas é que aquilo simplesmente me tocou de uma maneira muito estranha, porque uns dias atrás eu e minha mãe estávamos conversando sobre a minha Magali e ela me perguntou quando eu ia dar ela. E eu simplesmente olhei pra ela com aquela cara de "você-acabou-de-falar-a-maior-besteira-ever". E aí eu simplesmente respondi: "Eu não vou dar minha Magali. Ela tem até data de aniversário!" e eu falei isso como se fosse a coisa mais lógica do mundo. E só depois é que foi cair a ficha de que eu tinha acabado de falar que uma boneca velha, toda remendada e suja tinha data de aniversário.

Mas é que agora eu olho pra ela, com as roupas remendadas por cima da roupinha original pro estofamento não sair, com o rosto tão sujo que nem álcool tira mais e velha Pô, ela vai fazer catorze anos no Dia das Crianças (eu disse, não disse?). Mas eu simplesmente não consigo me livrar dela, assim como o Andy não quis se livrar de seus brinquedos até chegar na faculdade. A Magali é especial demais, pra mim.


Eu acho que o mais difícil nisso tudo é o fato de que eles são as maiores lembranças que eu tenho da minha infância. Eles, sim, porque além da minha Magali eu ainda tenho o Leo, um leão de pelúcia ainda mais velho do que ela e com o qual eu sempre durmo abraçada, e um boneco de vinte reais [q] do Rony. E eles são o que resta. Não sei onde foram parar minhas Barbies - todas sem as pernas de tanto eu brincar de lutinha [qq] com elas - nem o meu Ken falsificado, nem o meu Nino, do Castelo Rá-Tim-Bum, nem minha tartaruga de pelúcia colorida, nem minha caixa com brinquedos do McDonnald's e do Kinder Ovo, e nem os meus dois coelhos de pelúcia. Eu só tenho agora esses três brinquedos pra me lembrar de quando eu era mais nova.



Porque tá, até tem as fotos - mas elas não tem as lembranças que eu quero. Eu não consigo pegar em fotos e lembrar de como eu costumava brincar. Mas quando eu pego minha Magali, eu lembro de levar ela pra escola no dia do brinquedo; eu lembro de não deixar ninguém sujar ela e de dar aloka sempre que tentavam colocar as mãozinhas nela, eu lembro de sempre entrar em desespero quando ela começava a rasgar em algum ponto. Quando eu pego meu Rony de camelô eu me lembro da felicidade que foi pegar ele nas mãos e de sempre espancar meus irmãos quando eles arrancavam a cabeça dele e eu tinha que colocar de volta; eu lembro de levar ele pra escola - e eu estava na quinta série - e exibir pra todo mundo, mesmo ele sendo barato. Quando eu pego meu leãozinho, eu me lembro de ter três ou quatro anos de idade e do meu avô me trazer um monte daqueles bichinhos da máquina que tinha na padaria onde ele trabalhava, e aí eu posso pensar em como eu tinha bichinho de pelúcia pra caramba e me perguntar onde será que eles estão agora.



Mas querem saber? Eu não vou me livrar deles tão cedo. Não me importa que eles se sintam solitários porque eu não brinco mais com eles. Eu os amo. De verdade. Afinal de contas, é neles que está toda a essência da minha infância - e isso eu não quero perder nunca.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Please, oh baby, don't go


If you could see me now
We could move on somehow
If you could travel all the miles again
If you could just see me now
You wouldn't have a doubt
We could just start this love all over
And forget all the things we know
If you could see me now
Somehow






(Eu só não queria nunca mais sentir que as pessoas estão se afastando de mim. E, mais do que isso, eu não queria sentir que talvez seja culpa minha. Eu não quero perder mais ninguém. Por favor, por favor, por favor, eu não quero perder mais ninguém.)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Always and Forever


always, always and forever
always, always and forever


Primeiro, a vocês quatro, que, mesmo sem saber, devolveram grande parte da minha alegria; vocês que não faziam idéia do quanto eu estava me sentindo sozinha e perdida e me aceitaram entre vocês mesmo eu sendo tão diferente; vocês que eu não vejo há tanto tempo, mas que nunca, nunca vou esquecer porque eu não teria sobrevivido ao Ensino Médio sem vocês ao meu lado. Vocês que me fizeram dar tantas risadas e esquecer todas as coisas ruins que já haviam me acontecido. E vocês que, meio sem querer querendo, foram os responsáveis por eu ter me tornado a pessoa random e saltitante que sou hoje.

Obrigada, Fabi; obrigada, Amanda; obrigada, Mauricio mesmo você tendo me enchido o saco nesses dois anos; obrigada, Ana.

Eu não consigo esquecer vocês, e sinto muita saudades da gente se ver todo dia.




sitting here and thinking back
to a time when I was young
my memories are as clear as day
I’m listening to the dishes clink
you were downstairs


E a vocês, que fazem com que meu trabalho seja tão divertido. Porque não importa o quão cansada eu esteja, eu sempre me divirto horrores quando a gente se junta. E eu estou mesmo feliz por estar trabalhando e não é por ter meu próprio dinheiro, mas por ter conhecido vocês. Porque não consigo pensar em mais ninguém que me convença a cantar no Karaokê pra escola inteira ouvir sem medo de ser feliz; mais ninguém que fique falando coisas tão nada a ver e do nada e que concordem comigo em quase tudo; mais ninguém que consiga gostar do Justin Bieber e ser legal; mais ninguém que consiga me aguentar praticamente a tarde de sexta-feira inteira sem se cansar; mais ninguém que faça com que passar uma hora andando na Paulista debaixo da maior chuva seja divertido. E porque vocês me conquistaram em muito pouco tempo, sério.

Obrigada, Lana; obrigada, Cá; obrigada, Ká lol; obrigada, Dri; obrigada, Sara; obrigada, Vítor; e obrigada a todos os outros - listar todos seria difícil demais, haha. ♥




you would sing songs of praise
and all the times we laughed with you
and all the times that you stayed true to us
and now we'll say


E a você, que nem vai ler isso porque é um preguiçoso filho da mãe, mas que eu amo mesmo assim. Mesmo que você saiba dar dor de cabeça como ninguém, eu te adoro, e sempre te adorei, e estou muito orgulhosa mesmo por você ter passado de ano, e espero que continue assim - e eu já te disse que pra qualquer coisa que você precisar eu estou aqui, sempre disposta a te ajudar. Porque, apesar de todas as preocupações, as brigas, os tapas, as mordidas e tudo o mais pelo que a gente já passou, eu sei que você é o melhor primo do mundo. E obrigada por estar ao meu lado mesmo quando eu estou errada e por ter o dom de me acalmar e me divertir como ninguém.

Obrigada, Cesar.




I said I thank you
I’ll always thank you
more than you will know
than I could ever show
and I love you
I’ll always love you
there's nothing I won't do
to say these words to you
that you're beautiful forever
always, always, and forever


E a você, minha pequena amada. Que foi minha vizinha por tanto tempo - e como eu sinto saudades disso! E todas as vezes em que eu te arranhei inteira e você me arrancou os cabelos pra quinze minutos depois estarmos chorando pra podermos brincar juntas de novo, quando éramos crianças, pra mim, só prova que não importa o que aconteça, sempre seremos inseparáveis. E eu me orgulho muito de quem você se tornou hoje - me orgulho por você ser tão bonita, inteligente, de personalidade. Me orgulho, principalmente, em saber que tive minha parcela de culpa nisso, já que eu praticamente te forçava a gostar do que eu gostava. E porque você sempre vai ser minha irmãzinha caçula postiça, não importa o que aconteça.

Obrigada, Paola.




you were my mom
you were my dad
the only thing I ever had was you
it's true
even when the times got hard
you were there to let us know
we'll make it through


E a você, que na verdade sou eu; você, que eu conheci só por causa de um anime e que hojeé uma das pessoas que eu mais amo. Você, que eu nunca nem vi pessoalmente, mas ainda assim adoro. Por tudo. Por todas as conversas aleatórias, por todas as semelhanças assustadoras, por todas as fanfics trocadas; por ser alguém tão especial e tão de bem com a vida. Por ser eu, mas como uma versão melhorada. Por praticamente me forçar a gostar de mim mesma por razões que a gente entende muito bem; por todos os posts escritos, por todas as declarações que já fizemos. E porque eu ainda vou te ver, e quando isso acontecer eu vou te abraçar até você sufocar, mesmo que eu nem seja assim tão forte.

Obrigada, Saki.




you showed me how to be a man
you taught me how to understand
the things people do
you showed me how to love my God
you taught me that not everyone
knows the truth


A você, minha alma gêmea. Por todos os surtos que já tivemos, por ser tão especial e meiga. Por me animar mesmo quando estou morrendo de mau humor. Por ser tão carinhosa e espotânea e por ter me feito tão feliz. Porque você foi o começo, de tudo, afinal de contas; e porque eu te amo de montão. E porque você - e a Saki, também - já devem até estar enjoadas de tantas declarações que eu faço pra vocês, aqui; mas é que eu realmente te adoro e você é mesmo uma amiga de verdade. E porque não importa o que as pessoas dizem, nós (três) sabemos que amizades virtuais podem ser verdadeiras, sim; tanto que a nossa é mais real do que muitas outras. E eu só posso dizer que te amo, mesmo, por motivos que nem sei explicar.

Obrigada, Mandie.




and I thank you
I’ll always thank you
more than you will know
than I could ever show
and I love you
I’ll always love you
there's nothing I won't do
to say these words to you
that you will live forever


A você, que sempre esteve ao meu lado nos momentos difíceis e que nunca me deixou na mão. Você, que nunca deixou que o fato de não nos vermos mais todo dia nos separasse; você que nunca me esqueceu e sempre me animou. Você que me viu passar pelas piores fases da minha vida e sempre esteve lá pra me dar forças; você que nunca rejeitou um telefonema meu pra desabafar ou simplesmente para passar vinte minutos falando sobre nada. Porque nós podemos não ter ligação sanguínea, mas somos irmãs gêmeas siamesas de alma. E porque você é super-importante e porque eu não tenho dúvidas de que nada vai nos afastar.

Obrigada, Hary.




forever and ever
forever and ever


E a você, que é e sempre vai ser minha melhor amiga. Você, que me provou que distância e tempo não destroem amizades de verdade. Você, que sempre vai ser a pessoa mais importante na minha vida, não importa o que aconteça. Você, que me fez mais bem do que seria capaz de imaginar quando me escolheu para ser sua amiga. E não importa o que eu aconteça, eu vou estar aqui. E isso pode soar piegas e clichê, mas você sabe - mesmo que eu não esteja com você fisicamente, meu coração sempre vai estar com você. E porque você me provou que vale a pena ter esperança, e porque graças a você eu me cresci muito - porque se você não tivesse me feito prometer que eu aguentaria o que viesse sem fazer nenhuma besteira, eu não sei se estaria aqui hoje, mana.

Obrigada, Laine.




so I thank you
I’ll always thank you
more than you will know
and I could ever show
and I love you
I’ll always love you
there's nothing I won't do
to say these words to you
that you will live forever





Eu amo vocês - sempre terão um lugar especial no meu coração.

(E não sei o que seria de mim se não os tivesse ao meu lado.)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

I wanted to believe


Eu queria acreditar que, de alguma maneira, você também me amaria como eu te amo.

Eu queria acreditar que é possível sermos felizes juntos.

Eu queria acreditar que você também pensa em mim, às vezes.

Eu queria acreditar que você também tem vontade de voltar a falar comigo o tempo todo.

Eu queria acreditar que você também morre de saudades.

Eu queria acreditar que você também sonha comigo, às vezes.

Eu queria acreditar que tenho alguma chance com você.



(E eu também queria acreditar que, algum dia, vou amar alguém mais do que amo você.)



Mas eu não consigo acreditar em nada disso. Eu só consigo acreditar que o importante é você ser feliz.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Who wants poetry?


Acho que poesia não é para mim.

Eu adoro ler poesia e acho genial quem consegue escrever - boas poesias. O problema é que eu não estou entre essas pessoas. E não sei se quero estar.

Acho que poesia é, basicamente, emoção. O que você sente, sabe? É sensorial. O problema é que ela também é subjetiva e cada um vai sentir uma coisa diferente, porque vai depender da pessoa e tudo o mais.

Um exemplo disso é a (baixíssima, aliás) expressão "foda". Quando você a lê, você imagina uma coisa, uma situação; outra pessoa vai imaginar outra. Se, para um, "foda" é aquele cara bom em tudo, para outro "foda" pode ser alguém que só atrapalha.

Aí, temos a prosa. Ela não é tão sensorial, assim - mas também provoca emoções. E, ao contrário da poesia, o autor controla essas emoções simplesmente ao colocar uma sequência de acontecimentos lá. Assim, não importam (tanto) as palavras, e sim a situação; e estará tudo nas mãos do autor, que vai decidir se te deixa ansioso, emocionado, triste ou feliz. Claro, antes, ele deve conquistar a pessoa que está lendo mas, uma vez feito isso, ele terá seus leitores em suas mãos.

Enfim. O que eu sei, é que eu quero ir para a prosa. Eu não quero fazer as pessoas sentirem; eu quero fazê-las viver. E, talvez, eu não tenha a capacidade para tanto - talvez eu não consiga conquistar as pessoas. Mas, se eu conseguir conquistar um leitor só, acho que já sentirei como se tivesse o mundo nas minhas mãos.

sábado, 24 de abril de 2010

I wish to feel



Eu quero que aconteça algo diferente.

Eu quero que alguém brigue comigo para que eu possa sentir raiva.

Quero que alguém me diga algo que me deixe confusa.

Quero que alguém me deixe nervosa e preocupada.

Quero ficar ansiosa esperando por algo.

Eu quero que alguém me faça chorar.

Eu quero que alguém faça com que eu fique o dia inteiro encafifando com alguma coisa.

Eu quero que alguém me deixe de tão mau humor que eu passe o dia resmungando pelos cantos.

Eu quero...

Eu quero sentir alguma coisa e parar de uma vez com essa sensação de nada que tomou conta de mim.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

And that's why I love you


Então, estávamos nós três conversando no msn - como sempre. E, só pra variar, eu estava me divertindo pacas e me sentindo bem pra caramba.

E, aí, eis que a Saki vem com a pergunta que deu início a tudo: (tinha que ser eu, mesmo, viu?)


Saki: Como é que vocês gostam de mim, mesmo
eu sendo uma bastardinha egoísta e monotemática?

Nanne: Não sei. Como você gosta de mim sendo sem
graça e infantil?

Saki: ...
Porque nós somos a mesma -s (E não devolva minhas perguntas q-).


Mandie: COMO É QUE VOCÊS GOSTAM DE
MIM?
Essa é a questão.


Nanne: Você é muito demais, Saki, tá sua coisa?
Você é divertida, esperta e uma das pessoas mais maravilhosas que eu conheço.
E a Mandie é meiga, fofa e linda.
Parem de reclamar de si mesmas.

Saki: WAAAAAAAAAAAAAA, SUA
COISA LINDA!


Mandie: Bom, eu
vejo a Nanne como uma super irmã mais velha e procuro usá-la como meu exemplo.
Mesmo também tendo pela Saki uma admiração monstra. Não apenas pelos textos, mas
por quase tudo. Sem contar que eu tenho uma afinidade mágica com vocês, mas do
que tenho com pessoas que eu conheço pessoalmente. E, sei lá, eu acho vocês tudo
de bom e incríveis e...Meigas demais.
Além de divertidas e compreensivas
comigo.



É, pois é. Mas depois eu fiquei pensando nisso, porque é mesmo de se estranhar você se apegar tanto a pessoas que nunca viu pessoalmente. Quero dizer, isso não é exatamente como seria de se esperar, certo? E eu sou daquelas que sempre quer um motivo para tudo.

E eu só posso falar que amo vocês duas porque vocês me fazem extremamente feliz. Porque às vezes eu chego em casa com um mau-humor do cão, e porque uma de vocês está online eu já me sinto melhor; porque tem dias em que eu simplesmente não quero voltar para casa, mas aí me lembro de que se eu vier, talvez consiga conversar com uma de vocês duas; porque quando nós três conversamos juntas, eu tenho aquela sensação de que está tudo certo.

Mas, mais do que tudo isso, eu amo vocês porque quando vocês dizem que me amam eu consigo acreditar de verdade. E porque mesmo que às vezes eu fique me mordendo de vontade de abraçar as duas até sufocá-las ou de pular em vocês e mordê-las como naqueles emoticons /lolwat, não é como se isso fosse realmente necessário, porque simplesmente saber que vocês estão lá e se preocupam comigo já me dá uma sensação que eu não seria capaz de explicar nem se tentasse - ou quisesse, e eu não quero; porque é tudo muito mais mágico quando não faz sentido, não é?

Então, respondendo direito às perguntas que vocês fizeram: eu amo vocês porque vocês existem; porque minha vida seria um inferno caso vocês não existissem - e ela seria um inferno simplesmente porque sem vocês não seria completa.

WO AI NI




Pequena observação: A Mandie é uke geral; eu sou uke da Saki. Isso quer dizer que eu fico no meio? /runzforlife

quarta-feira, 31 de março de 2010

But we'll be friends forever, won't we?

(O Cão e a Raposa)



Porque eu cresci assistindo esse filme - uma vez por mês, pelo menos, eu o alugava. E praticamente todos os meus valores foram tirados daí. E eu ainda não vi história que fosse mais comovente, delicada e bonita do que essa.


"O Cão e a Raposa", na verdade, é um filme baseado em um livro escrito por Daniel Pratt Mannix IV, em 1967. Claro, a Disney deu uma boa modificada na história. (E, caso você não queira saber o final do livro, sugiro que pare por aqui).


No fim do livro, ambos morrem. Assim como no filme, o Copper ("Tobi", em português) caça o Todd ("Dodó"), mas, na hora H, acaba não conseguindo matá-lo. O caçador se aproveita da distração e mata Todd, arrancando a pele dele e a pregando na parede; e, em seguida, mata o Copper dando eutanásia para ele. E a história termina assim.


E é justamente isso que eu acho lindo. As pessoas vem me falar que choraram em tal filme de romance em que tal pessoa morre, ou que tal pessoa é rejeitada; ou que tal casal fica separado. Mas isso não me emociona nada. Porque desde que eu me entendo por gente, amizade é algo infinitamente superior ao amor. Não há nada, pra mim, tão importante quanto a amizade - eu nunca chorei por causa de menino, mas vem me perguntar quantas vezes eu já não chorei pelas minhas amigas.


E isso se deve muito a esse filme - como eu disse, é de onde eu tirei meus valores mais importantes.



E quer saber? Eu não choro quando Edward larga a Bella em New Moon - eu choro quando o Todd vê Copper ser levado embora pelo caçador;eu não choro quando assisto Doce Novembro e vejo a menina ir embora no fim, deixando ele sozinho - eu choro quando o Copper começa a caçar o Todd, e esse fica olhando pra ele num misto de assustado e ferido; eu não choro quando assisto Cidade dos Anjos e fico vendo ele tentar salvar a menina no fim - eu choro quando o Copper desiste de caçar o Todd e se coloca entre ele e o caçador; eu não choro quando Romeu e Julieta morrem - eu choro quando imagino que, na história real, os dois só puderam ser amigos depois de mortos.


(E isso é o mais lindo de tudo).



sábado, 27 de março de 2010

Loving you is what I was trying to do

(Eu sei que ainda tem tempo. Sei que é só dia 31. Mas até lá eu já vou ter esquecido o que queria te dizer.)




Existem pessoas na nossa vida que simplesmente nos marcam. Quando você é introvertida, tímida e insegura - quando você mesma não consegue ver nada de bom em você mesma - é bom ter alguém que te enxergue.

Eu era o tipo de pessoa que precisava ter certeza de que alguém sentiria minha falta - meu maior medo era morrer achando que não faria diferença. Mas era (é) muito difícil acreditar nas pessoas quando elas diziam se importar.

Exceto uma.

Ela era sorridente, ela era amigável e se dava bem com todo mundo - todos eram seus amigos. Mas não era esse tipo de amizade que eu queria. Eu queria ser especial para alguém (eu era egoísta).

E de repente eu descobri que era importante para ela. Eu realmente conseguia acreditar nela quando dizia que eu era sua melhor amiga, quando dizia que precisava de mim. E aquilo me fazia sentir bem. (Eu também precisava dela, e ela era a pessoa mais importante da minha vida - e ainda é.)

Eu não sofria. Não havia nada no mundo que fosse capaz de me fazer derrubar uma lágrima. Antes de conhecê-la, eu tinha perdido toda a fé no mundo - tinha perdido a vontade de viver. E ela me devolveu tudo isso. Saber que eu a veria no dia seguinte era só o que eu precisava para aguentar qualquer coisa que me acontecesse. Eu era mais feliz do que jamais havia sido. E essa felicidade era tão grande que eu tinha certeza de que nada a estragaria.

(Mas eu estava redondamente enganada.)

E naquele dia - aquele dia que só nós duas sabemos o quanto foi horrível e sofrível - eu senti que haviam arrancado um pedaço de mim. Dizer adeus foi muito difícil. Se aquele tempo que passamos juntas foi o mais feliz da minha vida, aqueles minutos em que tivemos que nos despedir foram os mais dolorosos. Não existem palavras que descrevam toda a dor que eu senti. Não existem palavras que descrevam o quanto eu demorei para dormir aquela noite. Não existem palavras que descrevam como foi difícil retomar minha vida depois daquilo.

Porque eu simplesmente estanquei. Minha vida não avançava nem regredia. Ficou parada, estática. Eu me sentia vazia. Eu me sentia desmotivada. Ter que todo dia olhar as pessoas que costumavam andar com a gente (e que me enchiam de lembranças dela) era muito horrível. Era desesperador. Eu não queria mais nada.

Mas resisti. Só não joguei tudo para o alto porque ela havia pedido. Pedido para eu continuar aqui, firme, porque um dia ela ia voltar. E eu acreditei. E ainda acredito. Por muito tempo, a única coisa que me manteve viva foi a perspectiva de um dia tê-la de volta. (Mesmo que hoje eu já tenha recuperado a vontade de viver por mim mesma, ainda espero a volta dela.)

E também me dói pensar em todas as vezes que fui fresca e estúpida e não demonstrei o quanto ela era importante. Pensar que nunca disse a ela que a amava mais do que qualquer outra coisa (e que esse amor era muito diferente do que aquele que se sente quando se está apaixonado, porque é um milhão de vezes mais forte e verdadeiro.) E mais ainda, pensar que eu queria que ela voltasse, mesmo sabendo que ela está melhor lá - que ela está sofrendo menos lá. (Mas eu estou sofrendo mais, aqui. E eu sou egoísta. E ela pode estar precisando de mim e eu não sei.)

Eu mudei. Ela mudou. Nossas mentalidades mudaram. Nossos jeitos mudaram. Mas não nosso sentimento. Nós ainda somos - e sempre seremos - grandes amigas. E eu digo isso com segurança porque ela é a pessoa no mundo em quem eu mais confio - e se ela diz que, mesmo estando bem lá, gostaria de voltar só por minha causa, eu acredito. Porque se eu não acreditasse nela, não seria digna de sua amizade. Então, acredito quando ela diz que continua sentindo por mim o mesmo que sentia antes; acredito quando diz que sente muito a minha falta; e acredito quando diz que um dia vai voltar e vamos ficar juntas novamente.


(Já vão fazer quatro anos. Quatro anos. Mas eu continuo esperando, e sempre vou continuar. É isso o que fazem os amigos, não é?)

(Te amo, mana)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Abismo



Seus olhos eram negros como o abismo da noite. Olhar para eles era como se afogar. Como perder-se. Ora, eram o desespero de um túnel longo e sem fim. Ora eram o conforto do céu de noites sem Lua. Brilhavam, e eram apagados - porque apagavam-se ao perder o brilho (perdiam o brilho quando perdiam a felicidade).
Mas eram escuros. Escuros. E cheios de calor. Mas não o calor aconchegante. O calor que incomoda - o calor que não se gosta de sentir por muito tempo. Calorosos demais. E escuros. Tristes. Mas cheios de vida. E sem luz. Iluminavam tudo ao seu redor, mas ainda assim permaneciam escuros.
Eram como duas jabuticabas - quando estavam com fome. Mas não eram suculentos, por mais saborosos que fossem de se olhar. Eram cheios de mistério, mas ao mesmo tempo eram tão simples que chegavam a ser entediantes. O que eram aqueles olhos?
Ninguém sabia, de verdade. Julgava-se. Imaginava-se. Adivinhava-se. Experimentava-se.
Mas não havia quem fosse corajoso o bastante para jogar-se naquele abismo. Não havia.
Portanto, eles permaneceriam um mistério vazio e desconhecido, até que alguém se atrevesse a entrar neles e sua alma abraçar.
~~~~
(Ser modelo por ter olhos claros: muito salário. Sua professora de Linguística fazer poesia para seus olhos justamente por serem tão pretos: não tem preço.)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Por falar em ódio...

Dizer que ama alguém é extremamente complicado. Nós ficamos com vergonha, gaguejamos, não sabemos o que falar. E no fim - quase sempre - acabamos não dizendo nada, ou dizendo algo que não faça sentido algum.

Mas isso não tem a ver com amor. Fala-se demais no amor - está se tornando um tema cansativo. É sobre ódio que quero falar.

É fácil demais dizer que se odeia alguém - nós falamos isso com mais naturalidade do que deveríamos. É como se a frase "Eu te odeio" estivesse na ponta de nossos lábios, apenas esperando uma oportunidade de saltar e ser jogada na cara de alguém que, por azar, tenha pisado em nosso calo. E é uma frase que não perdoa ninguém - dizemos isso para pais, irmãos, amigos, colegas, qualquer um. E o pior é que só dizemos isso para aquelas pessoas que conhecemos bem, que temos intimidade - quem nunca falou que odiava o irmão mais novo (ou mais velho)?

Mas, claro, só dizemos isso para essas pessoas porque elas nos amam - e, ao contrário do que dizemos, nós também as amamos. E sabemos que elas vão nos perdoar, porque perdoar é ainda mais fácil.

(E isso é assunto pra outra hora)