Mostrando postagens com marcador tristeza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tristeza. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Please, oh baby, don't go


If you could see me now
We could move on somehow
If you could travel all the miles again
If you could just see me now
You wouldn't have a doubt
We could just start this love all over
And forget all the things we know
If you could see me now
Somehow






(Eu só não queria nunca mais sentir que as pessoas estão se afastando de mim. E, mais do que isso, eu não queria sentir que talvez seja culpa minha. Eu não quero perder mais ninguém. Por favor, por favor, por favor, eu não quero perder mais ninguém.)

quarta-feira, 31 de março de 2010

But we'll be friends forever, won't we?

(O Cão e a Raposa)



Porque eu cresci assistindo esse filme - uma vez por mês, pelo menos, eu o alugava. E praticamente todos os meus valores foram tirados daí. E eu ainda não vi história que fosse mais comovente, delicada e bonita do que essa.


"O Cão e a Raposa", na verdade, é um filme baseado em um livro escrito por Daniel Pratt Mannix IV, em 1967. Claro, a Disney deu uma boa modificada na história. (E, caso você não queira saber o final do livro, sugiro que pare por aqui).


No fim do livro, ambos morrem. Assim como no filme, o Copper ("Tobi", em português) caça o Todd ("Dodó"), mas, na hora H, acaba não conseguindo matá-lo. O caçador se aproveita da distração e mata Todd, arrancando a pele dele e a pregando na parede; e, em seguida, mata o Copper dando eutanásia para ele. E a história termina assim.


E é justamente isso que eu acho lindo. As pessoas vem me falar que choraram em tal filme de romance em que tal pessoa morre, ou que tal pessoa é rejeitada; ou que tal casal fica separado. Mas isso não me emociona nada. Porque desde que eu me entendo por gente, amizade é algo infinitamente superior ao amor. Não há nada, pra mim, tão importante quanto a amizade - eu nunca chorei por causa de menino, mas vem me perguntar quantas vezes eu já não chorei pelas minhas amigas.


E isso se deve muito a esse filme - como eu disse, é de onde eu tirei meus valores mais importantes.



E quer saber? Eu não choro quando Edward larga a Bella em New Moon - eu choro quando o Todd vê Copper ser levado embora pelo caçador;eu não choro quando assisto Doce Novembro e vejo a menina ir embora no fim, deixando ele sozinho - eu choro quando o Copper começa a caçar o Todd, e esse fica olhando pra ele num misto de assustado e ferido; eu não choro quando assisto Cidade dos Anjos e fico vendo ele tentar salvar a menina no fim - eu choro quando o Copper desiste de caçar o Todd e se coloca entre ele e o caçador; eu não choro quando Romeu e Julieta morrem - eu choro quando imagino que, na história real, os dois só puderam ser amigos depois de mortos.


(E isso é o mais lindo de tudo).



sábado, 27 de março de 2010

Loving you is what I was trying to do

(Eu sei que ainda tem tempo. Sei que é só dia 31. Mas até lá eu já vou ter esquecido o que queria te dizer.)




Existem pessoas na nossa vida que simplesmente nos marcam. Quando você é introvertida, tímida e insegura - quando você mesma não consegue ver nada de bom em você mesma - é bom ter alguém que te enxergue.

Eu era o tipo de pessoa que precisava ter certeza de que alguém sentiria minha falta - meu maior medo era morrer achando que não faria diferença. Mas era (é) muito difícil acreditar nas pessoas quando elas diziam se importar.

Exceto uma.

Ela era sorridente, ela era amigável e se dava bem com todo mundo - todos eram seus amigos. Mas não era esse tipo de amizade que eu queria. Eu queria ser especial para alguém (eu era egoísta).

E de repente eu descobri que era importante para ela. Eu realmente conseguia acreditar nela quando dizia que eu era sua melhor amiga, quando dizia que precisava de mim. E aquilo me fazia sentir bem. (Eu também precisava dela, e ela era a pessoa mais importante da minha vida - e ainda é.)

Eu não sofria. Não havia nada no mundo que fosse capaz de me fazer derrubar uma lágrima. Antes de conhecê-la, eu tinha perdido toda a fé no mundo - tinha perdido a vontade de viver. E ela me devolveu tudo isso. Saber que eu a veria no dia seguinte era só o que eu precisava para aguentar qualquer coisa que me acontecesse. Eu era mais feliz do que jamais havia sido. E essa felicidade era tão grande que eu tinha certeza de que nada a estragaria.

(Mas eu estava redondamente enganada.)

E naquele dia - aquele dia que só nós duas sabemos o quanto foi horrível e sofrível - eu senti que haviam arrancado um pedaço de mim. Dizer adeus foi muito difícil. Se aquele tempo que passamos juntas foi o mais feliz da minha vida, aqueles minutos em que tivemos que nos despedir foram os mais dolorosos. Não existem palavras que descrevam toda a dor que eu senti. Não existem palavras que descrevam o quanto eu demorei para dormir aquela noite. Não existem palavras que descrevam como foi difícil retomar minha vida depois daquilo.

Porque eu simplesmente estanquei. Minha vida não avançava nem regredia. Ficou parada, estática. Eu me sentia vazia. Eu me sentia desmotivada. Ter que todo dia olhar as pessoas que costumavam andar com a gente (e que me enchiam de lembranças dela) era muito horrível. Era desesperador. Eu não queria mais nada.

Mas resisti. Só não joguei tudo para o alto porque ela havia pedido. Pedido para eu continuar aqui, firme, porque um dia ela ia voltar. E eu acreditei. E ainda acredito. Por muito tempo, a única coisa que me manteve viva foi a perspectiva de um dia tê-la de volta. (Mesmo que hoje eu já tenha recuperado a vontade de viver por mim mesma, ainda espero a volta dela.)

E também me dói pensar em todas as vezes que fui fresca e estúpida e não demonstrei o quanto ela era importante. Pensar que nunca disse a ela que a amava mais do que qualquer outra coisa (e que esse amor era muito diferente do que aquele que se sente quando se está apaixonado, porque é um milhão de vezes mais forte e verdadeiro.) E mais ainda, pensar que eu queria que ela voltasse, mesmo sabendo que ela está melhor lá - que ela está sofrendo menos lá. (Mas eu estou sofrendo mais, aqui. E eu sou egoísta. E ela pode estar precisando de mim e eu não sei.)

Eu mudei. Ela mudou. Nossas mentalidades mudaram. Nossos jeitos mudaram. Mas não nosso sentimento. Nós ainda somos - e sempre seremos - grandes amigas. E eu digo isso com segurança porque ela é a pessoa no mundo em quem eu mais confio - e se ela diz que, mesmo estando bem lá, gostaria de voltar só por minha causa, eu acredito. Porque se eu não acreditasse nela, não seria digna de sua amizade. Então, acredito quando ela diz que continua sentindo por mim o mesmo que sentia antes; acredito quando diz que sente muito a minha falta; e acredito quando diz que um dia vai voltar e vamos ficar juntas novamente.


(Já vão fazer quatro anos. Quatro anos. Mas eu continuo esperando, e sempre vou continuar. É isso o que fazem os amigos, não é?)

(Te amo, mana)

sábado, 20 de março de 2010

Sorrow

Abaixa a cabeça e reza. Reza, reza, reza. E implora por misericórdia, porque já não aguenta mais. Quantos outros golpes seu coração precisa tomar para que se despadace por inteiro? Põe a mão no peito. Ainda bate. É forte. Não vai se render tão fácil. Suspira. Quer desistir, mas não pode. Não consegue. Não lhe é permitido. Quer fugir, mas não tem para onde ir. Quer correr, mas não tem forças. Quer gritar, mas não faz barulho. Quer chorar, mas não tem lágrimas. Quer morrer, mas não morre.

Para de rezar, ergue a cabeça. Ele não ouve. Quer apenas que ele a leve daqui, mas ele não leva. Ele ignora. Não quer que ele faça milagres e acabe com a dor. Acabar com a vida seria o bastante. Mas Ele não faz isso. (Pausa: por um tempo, se esquece de que quando se refere a Deus deve usar letras maiúsculas e escrever "Ele" ao invés de "ele")

Então se deita, e fecha os olhos. Vai dormir. Tem medo, mas dorme.

E o pesadelo ainda não começou.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Saudade

Bom, no domingo eu estava planejando fazer deste um post feliz e saltitante sobre Hetalia: Axis Powers. Sabe, sobre como eu passei o fim de semana assistindo e é suuuper-cool. Mas, infelizmente, as coisas não serão como eu estava planejando.

Isso porque segunda-feira eu descobri que havia morrido uma das pessoas que eu mais admirei na minha vida.

Bom, eu não lidei muitas vezes com a morte. Lembro de quando minhas bisavós morreram, mas eu era pequena demais para entender direito o que tinha acontecido. Depois disso, morreu um tio-avô meu que eu adorava como se fosse meu avô de verdade, e eu lembro de ter sofrido pra caramba. Mas isso faz tantos anos que hoje eu nem choro mais quando lembro disso. Então, eu posso afirmar que não sei bem como lidar com a morte, e não me envergonho disso.

Qualquer um que me conheça sabe que eu passei o ano estudando para a Fuvest - e eu estava determinada a passar. Aí, quando eu passasse, eu ia aparecer naquele colégio que eu não vejo há uns bons quatro anos e ia falar pro Carlão que eu ia estudar na USP; e ele ia me dizer que eu merecia e blá blá blá, porque era sempre assim que ele falava comigo.

E eu não sei. Não dá pra explicar a tristeza que eu estou sentindo - quando eu fico sozinha, sem nada para fazer, e começo a pensar nele, ou quando eu ouço alguma música que me faça lembrar dele, e tudo isso me faz chorar e faz meu peito doer.

É estranho, imaginar aquela escola sem ele. Ele era um ícone - não só pra mim, mas para qualquer um que tenha estudado ou conhecido ele.

A Igreja onde a gente fez a missa pra ele estava lotada, só de alunos e colegas de trabalho dele. Foi lindo, eu não vou mentir, e durante toda a celebração eu precisei segurar as lágrimas, mas, no fim da missa, foi inevitável. Ver todas aquelas pessoas chorando e se abraçando foi a válvula que fez o choro descontrolado vir. Claro, tinha gente chorando muito mais do que eu - como os professores que trabalharam com ele - mas isso porque eu sou muito boa em esconder como me sinto. Porque se pudessem ver como meu coração estava despedaçado naquele momento, ficariam impressionados. Ou talvez não, já que todo mundo entenderia o que estava acontecendo comigo, porque era exatamente o que estava acontecendo com todos.

Enfim, é o tipo de coisa para o qual não há consolo.



Mas Já foi uma honra grande o bastante estudar com esse cara.