terça-feira, 13 de abril de 2010
sábado, 3 de abril de 2010
I don't like your (girl)friends

You gotta get with my friends
Make it last forever
Friendship never ends
If you wanna be my lover
You have got to give
Taking it’s too easy, but that’s the way it is.
(Wannabe – Spice Girls)
Ludwig não gostava daquelas garotas que andavam com sua fada.
Não gostava daquela uma que dizia ser a mesma pessoa que sua fada, porque ela não era. Sua fada era mais bonita, mais inteligente, mais responsável e tinha mais personalidade. E aquela garota era só estranha e desorganizada (ainda que sua fada explicasse que ela não era desorganizada; apenas gostava de manter as coisas sempre à vista e tinha um senso de organização diferente do das outras pessoas).
E também não gostava daquela outra que vivia atrás de sua fada, ligando para ela quando na verdade era a hora de ficar com Ludwig; e que ficava dizendo que a amava e agia como se as duas fossem um casal – o que era errado, porque a fada era comprometida com Ludwig, certo? Eles haviam devidamente concordado naquilo (mas sua fada lhe dizia que ela só falava aquilo porque eram amigas de verdade).
(Sua fada insistia que elas eram as melhores pessoas no mundo; e ele não tinha coragem para contrariá-la.)
Gilbert não suportava aquelas amigas de sua princesa.
Não gostava particularmente daquela que estava com seu irmão, porque isso significava que ele a via demais. E ele realmente odiava que sua princesa sempre se recusasse a ser ajudada por ele porque ela não era uma donzela em perigo, mas não via problema algum em pedir ajuda àquela amiga dela – que não era mais incrível do que ele, com certeza.
E também não gostava da outra, que ele nem via tanto, porque ela era muito parecida com a que estava com seu irmão. E às vezes ele achava ela ainda pior, porque sua princesa ficava sempre pensando nela quando ele e seu irmão decidiam fazer um “encontro duplo” e, na cabeça dela, o encontro não seria incrível se as três não estivessem juntas.
(E sua princesa explicava que ele era incrível, sim; tão incrível quanto suas amigas. Só que ele queria ser mais incrível do que elas.)
Yao preferia dizer que não gostava daquelas duas tanto quanto poderia.
Não gostava daquela garota de cabelos cacheados, porque seu sol se preocupava muito com ela. Além disso, as duas viviam dizendo que se amavam e Yao não gostava de ver seu sol dizendo que amava outra pessoa; e também, porque seu sol sempre sorria para ela como se ela fosse a pessoa mais importante no mundo – um sorriso que ela deveria dar apenas para Yao.
Mas também não gostava daquela outra que seu sol dizia ser tão parecida com ela. Yao não ligava se elas eram ou não parecidas. Mas, por algum motivo, aquela outra menina parecia conhecer seu sol melhor do que ninguém – e parecia ter muito orgulho disso. E ela parecia capaz de ler seu sol como um livro aberto – um privilégio que Yao gostaria de ter apenas ele mesmo.
(Seu sol sempre lhe dizia que o amava tanto quanto amava a elas, mas ele não dizia que queria que ela o amasse mais.)
Kiku observou os três ficarem de braços cruzados, emburrados. Só estava lá porque Yao lhe pedira, já que ele conhecia Ludwig. E agora ele tentava entender o porquê daquela atmosfera tão carregada, já que haviam sido suas próprias garotas quem os havia reunido ali e os três pareciam amá-las tanto.
E, enfiadas num sofá de dois lugares, as três conversavam e riam entre si como se não houvesse mais ninguém no mundo além delas.
E porque nós sabemos que eles teriam que nos dividir.
E porque, pelo menos de minha parte, vocês seriam mais importantes S2
(E houve um motivo para estarmos em um sofá de dois lugares 8D [oiq])
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Teach me to love

"Sabe o que é que eu me pergunto, aru?" Yao perguntou, apoiando o rosto nas mãos e encarando a garota. Ela ergueu os olhos do livro que lia (ela se esforçava muito para ler, afinal de contas estava em inglês e ela tinha que passar para o mandarim e precisava de um dicionário para isso). "Como é que você sabe tanto da cultura do meu país se veio de um lugar tão longe, aru?"
"Ah." Ela mordeu o lábio, sem olhá-lo nos olhos - aliás, dificilmente o olhava nos olhos. "Eu não sei. Começou com a Mulan. E também, eu gosto de estudar a cultura de outros países."
"Hum. Mas mesmo assim, preferiu se especializar em literatura inglesa, aru." Ela o olhou meio culpada, e então franziu as sobrancelhas.
"Mas se não fosse por isso, eu não estaria aqui te ajudando a entender tudo sobre a Língua Inglesa."
"Tem razão. E eu não ia querer outra pessoa além de você pra isso, aru." ele respondeu, com naturalidade. Ela corou e desviou o olhar, murmurando que precisava 'voltar ao trabalho'.
(Não fazia idéia de quanta verdade havia naquelas palavras.)
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Porque eu quis. Simples assim.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Nome


"Regenbogen"
"Eu ainda não entendo o que você tem com arco-íris." Ele disse, com os braços cruzados. Poderia estar fazendo outras coisas, mas ainda assim estava lá, observando o arco-íris com aquela garota estranha.
(E ela o obrigara a ficar a seu lado durante toda a tempestade, para que estivessem juntos quando o arco-íris surgisse. E ele gostara daquelas horas.)
"Ah, nunca ouviu dizer, Lud? Tem um tesouro no final dele! Eu queria poder subir no céu pra achar um tesouro lá! Você não queria?"
"Não preciso." ele respondeu, sem realmente pensar. Apenas se deu conta do que havia dito quando viu a expressão indagadora dela, e então achou melhor mudar de assunto.
(Ele não queria admitir, mas já havia encontrado seu tesouro.)
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"太阳"
"Isso é muito romântico." ela disse, após encher-se de coragem e engolir em seco, sentindo-se nervosa. Seus dedos mal roçavam nos dele; ainda era difícil acreditar que estavam juntos vendo aquele pôr-do-sol.
(E ele não fazia ideia de como ela se sentia insegura com relação a tudo aquilo, porque ela sempre parecia segura. Mas aquilo também era novo para ele.)
"É mesmo, aru." ele respondeu, deitando-se na relva. "É um momento especial, aru." Ela deitou-se também, entrelaçando seus dedos com os dele, feliz porque ele concordava com ela.
(Mas não sabia que só era especial porque era ela quem estava lá.)
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(Porque essas ela e ela ficam escrevendo coisas de surpresa e eu me sinto na obrigação de retribuir.)
