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domingo, 29 de agosto de 2010

You be the anchor that keeps my feet on the ground

... I be the wings that keep your head in the clouds.



Chrome pensa que nunca viu nada tão bonito, tão sedutor, tão errado e tão certo quanto Mukuro. Seu cabelo negro e liso era macio ao toque; seus olhos, cada um de uma cor, lhe conferem um ar exótico; seu sorriso era capaz de fazer derreter qualquer garota; sua voz é igualmente sedutora - e nela não há nada de angelical ou musical, mas ainda assim é encantadora; sua pele é macia e seu toque é gentil, enquanto ele passa os dedos por seu rosto e afasta alguns fios de cabelo de seus olhos; e suas palavras são doces e gentis - suas palavras são aquelas que Chrome sempre quis ouvir de alguém.

Aquilo é real para ela. Estar com ele é real. Mas ao mesmo tempo não é. Porque ele só está ali em seus pensamentos, em seus sonhos, em seu coração. E ela gostaria que aquilo fosse o bastante, mas não é. Ela quer vê-lo de verdade, ela quer tocá-lo de verdade, ela quer ouvi-lo de verdade, ela quer abraçá-lo de verdade, ela quer senti-lo de verdade.

(Seu maior medo é de que tudo seja realmente uma mentira.)












[N/A Surto criativo repentino. Desenvolvo? (Y/N)]

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Break the Ice


Ela estava sentada no sofá, completamente encolhida e tremendo dos pés à cabeça. Sua caneca de chá mate estava na mesa - possivelmente porque ela não conseguia segurá-la direito de tanto frio. Ice soltou um longo suspiro.

"Vai pra casa." disse, cruzando os braços e sentando-se na outra ponta do sofá. Olhou de esguelha para ela, e viu uma expressão magoada em seu rosto. "O-o que foi?"

"V-voc-cê q-quer q-que e-eu v-vá emb-bora?" ela perguntou, batendo os dentes e ainda com a expressão triste de antes.

"N-não é isso." ele respondeu, corando, e ela precisou fazer força para esconder o sorriso - adorava vê-lo corado. "É que você obviamente não está acostumada com o clima daqui, então era melhor ir pra um lugar mais quente antes de adoecer! E-eu não te quero ver mal, só isso."

Então, antes que ele percebesse, ela já havia praticamente se jogado nele, dando um jeito de fazer com Ice a abraçasse, e respondeu:

"Um pouco de calor humano resolve." então, com um imenso sorriso no rosto, completou: "É só você me abraçar que o frio passa."

(E então eles se beijaram.)





(Observação Um: A verdade é que antes de amar o Yao, eu amava o Ice, portanto, como disse eu-Saki, o Yao é o terceiro elemento - ainda que eu continue amando-o. E o que ocorre é que o Ice está lentamente retomando seu lugar em meu coração e empatando com o Yao. -s

Observação Dois: Yao, Ice, Dani. Sintam meu amor por personagens fofos e ukes -Q)

sábado, 12 de junho de 2010

We're coming out Strong


Doía muito. Daniel sentia todo o seu corpo doer. Era só no que realmente conseguia pensar. Respirar era difícil – ele arfava pesadamente, e arqueava as costas, como se isso de alguma maneira pudesse facilitar a passagem do ar por seus pulmões. Sentia o sangue ao seu redor, sentia o chão áspero e duro, sentia a terra cutucar em suas feridas e deixá-las ardidas, sentia o ar gelado em sua pele. Porém, mal enxergava o que acontecia a seu redor. Tentou abrir os olhos, mas só o que viu foi a escuridão da noite, num céu sem estrelas e com a lua fora do alcance de seus olhos.

Tentou virar-se, para que pudesse se apoiar no chão e ficar de pé, mas aquilo só fez piorar a dor. Não queria chorar, porém não conseguiu segurar as lágrimas. Queria gritar, era isso o que queria – mas quando abriu a boca, só o que saiu dela foi sangue e gemidos fracos demais para expressar sua dor.

Por quê? Pensou, enquanto se deixava mais uma vez cair no chão, as feridas em seu corpo ardendo como se ainda estivessem sendo cortadas. O que eu fiz de errado? Doía demais, ele mal conseguia suportar. E por que aquilo teve que acontecer? Por que eles tiveram que entrar em guerra contra ele? Eles eram seus amigos, não eram? Não era justo. Não era justo que ele estivesse sozinho.

Fechou os olhos com força, girando no chão. Não queria acabar daquele jeito. Ele ainda tinha tanta coisa pra fazer. Ia decepcionar todo o seu povo. Iria deixar todas aquelas pessoas que o amavam na mão. Iria permitir que todas aquelas mortes em seu nome tivessem sido por nada. Não queria isso. No fundo, ele só queria ser um bom país. Um país bom o suficiente para ser amado – um país digno de que morressem por ele. Mas ele não era. Não iria durar muito tempo. Sequer conseguia erguer-se do chão. Sequer conseguia respirar direito. Sequer conseguia ao menos gritar.

Deixou que a cabeça caísse no chão. Não queria se entregar daquele jeito, mas já não conseguia fazer mais nada. Sentia seu povo morrer – havia definitivamente perdido a guerra. Sabia o que ia acontecer agora – Martín, Luciano e Sebástian viriam e pegariam suas terras. Daniel só esperava que eles fossem bons com seu povo. Amava tanto aquela gente! Iria sentir saudades deles. Iria sentir saudades de seus vizinhos também – saudades da época em que eles eram amigos, pelo menos.

Colocou a mão no peito – era onde mais doía. Não queria morrer daquele jeito triste e patético. Queria morrer como nos livros – heroicamente. E, mais do que isso, queria morrer sorrindo. Sempre acreditou que teria motivos de sobra para sorrir em sua morte, que quando sua hora chegasse pensaria em todas as coisas felizes pelas quais já havia passado. Mas só conseguia pensar em sua terra, seu povo, seus primos, e no quanto estava sozinho.

Fechou os olhos. Sozinho. Estivera sozinho desde que aquela guerra começara, afinal de contas. Sentiu que estava ficando sonolento – sabia o que aquilo significava. Estava no fim. Pelo menos a dor iria acabar.

E esse foi o último pensamento que teve.









[Não. Ainda não está acabada orz. Mas um dia eu acabo ela bonitinho ♥ (Ou não)
E tenho culpa se amo tanto essa coisinha meiga e fofa que é o Dani? Poxa, culpem a pessoa que criou ele e as pessoas que o escolheram pra representar o Paraguai na Latin Hetalia D8]

quarta-feira, 19 de maio de 2010

You like it, don't you?

- O que foi agora, Matthew? - Mike perguntou, ao atender o telefone. Já havia reconhecido o número dele no identificador de chamadas, e ele só ligava quando precisava de algo. Nigel, que jogava algum jogo de PSP, ergueu momentaneamente a cabeça ao ouvir o nome de Matt, mas logo voltou a seu jogo.

- Tem que ser tão ignorante, Michelle? - Matt exclamou, do outro lado da linha. Por sua voz, era possível perceber que ele estava alterado. - Olha só, é que eu peguei o ônibus errado e vim parar em um bairro suspeito. Mas não foi culpa minha, está bem? É só que meus óculos estão embaçados e eu não consegui ler direito a...

- Fala sério, você se perdeu de novo?! - Mike o interrompeu, segurando a risada. Nigel, porém, tão logo ouviu aquilo pausou o jogo e passou a prestar atenção à conversa da irmã, que colocou o celular no viva-voz.

- Argh, não fala assim! Foi um acidente e...

- Tá, tá. Fala onde você tá e o meu irmão vai...

- NÃO! Eu não quero que o Nigel venha me buscar, não preciso da ajuda dele! - Mike revirou os olhos, e Nigel pareceu não se importar. - Só me fala como eu faço pra ir embora daqui! Eu estou em frente a um bar chamado... Erm, Uncle Patrick's...

- Puta merda! - Mike exclamou, enquanto Nigel pegava as chaves da moto e disparava porta afora. - Você tá num bairro super-perigoso, anta!

- Eu sei disso, por isso te liguei! E não me chama de anta porque se não fosse pelas aulas de reforço que eu te dei você não teria...

- Ah, cala a boca! Olha, fica exatamente aí onde você está que no máximo em dez minutos meu irmão tá aí! Sério, não saia do lugar.

- Mas eu não... - porém, antes que ele terminasse de falar, Mike desligou o celular.

x


- Matt! - Nigel chamou, assim que avistou o amigo parado na calçada, abraçando o próprio peito e tremendo. Matt o olhou, mas logo desviou o rosto, ficando corado. Nigel imaginou que fosse pelo nervosismo. Parou a moto próximo a ele e perguntou: - Você está bem?

- Eu não precisava que você viesse me salvar, não sou uma menininha indefesa! Era só me falar como voltar para casa! - Matt esbravejou, irritado. Nigel nunca entendera porque ele ficava daquele jeito perto dele, mas sabia que no fundo eles eram amigos.

- É que eu fiquei preocupado. Eu sei que você se perde fácil e não tem boa memória, mas...

- Ah, nem vem! Eu ainda sou o mais inteligente por aqui!

- Eu sei disso. - Nigel falou, tombando a cabeça para o lado. - E sei que você só não consegue se lembrar de tudo porque já tem um monte de coisa na cabeça. Então eu fico pensando que posso fazer esse tipo de coisa pra te aliviar um pouco.

Matt sentiu o rosto ficar ainda mais quente. Por que o idiota tinha que falar uma coisa daquelas com tanta naturalidade? Continuava com o rosto virado, mas olhou de esguelha para Nigel, que fez sinal para que ele se sentasse na moto. Bufando, fez o que Nigel queria, e passou os braços por sua cintura para não cair. Sentiu que corava ainda mais por isso, enquanto Nigel ligava a moto e dava partida sem nem dar bola para aquilo.

(No fundo, Matt gostava de tudo aquilo).







Só um pedaço de texto de alguns personagens originais meus que eu quis escrever. Gosto tanto desse casal ♥

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Praise Me [01]



“Give yourself to me!
Don’t you understand?
Love and Hate
Everything is mine…
I wish him
I stare at it
Nice and hot
I will melt your heart”

(My Song That’s Written By Me, For Me – Atsuhi Kousaka – Hetalia Drama CD Interval Vol. 1)

-


A garota o olhava com os braços cruzados e as sobrancelhas franzidas, bem desconfiada. Ele estava obviamente bêbado e ela tinha certeza de que ele passara a noite em algum bar com Antonio e Francis – e o pior era que, apesar da péssima companhia, ela gostava dos dois.

“Eu não consigo acreditar nisso, sabia?” ela disse, massageando as têmporas. “E você ainda me aparece em casa desse jeito, a essa hora! Sorte que meus pais não estão, porque se estivessem você teria me metido em uma enrascada e tanto...”

“E quem disse que eu vim para cá por nada?” ele perguntou, e ela tinha que admitir que ele não ficava estranho quando estava bêbado – não ficava cambaleando nem falando coisas sem nexo – só ficava ainda mais sem-vergonha do que já era. “Eu vim por um motivo importante!”

“Ah, é?” ela ergueu uma sobrancelha; esperava que ele não fizesse nenhum escândalo que chamasse a atenção de todos os seus vizinhos.

“Sim. Agora, vem aqui fora.” Ele chamou. Como ela não vinha, ele agarrou seu braço, puxando-a. “É sério. Agora fica aí.” Ele pigarreou, se ajoelhou, pegou a mão dela e, como se fosse a coisa mais natural do mundo, disse: “Quer ter o privilégio de se casar comigo?”

Ela ficou chocada. Não sabia o que dizer – primeiro, precisaria ignorar a falta de modéstia da pergunta; depois, teria que levar em consideração o fato de que ele estava bêbado. Como se lesse seus pensamentos, ele acrescentou:

“E não é só porque eu estou bêbado. Estar bêbado não quer dizer que eu vá fazer coisas que não gostaria de fazer. E responde logo, meus joelhos estão doendo.”
“G-Gil... Eu preciso de tempo pra...”

“Pensar? Ah, corta essa. Você gosta de mim – porque não haveria motivos para não gostar – então é só falar que sim, e aí eu marco a data do casamento e pronto, a gente corta toda essa enrolação.”

“Mas...”

“Olha só, quem cala consente. Ou é sim ou é não, não tem nada pra pensar.” Ela abriu a boca uma vez, e então voltou a fechá-la, pensativa. Então, escondendo o rosto na mão e querendo que a terra a engolisse, falou, quase murmurando:

“Tá.”

“Ótimo, eu sabia!” ele ficou de pé, limpando a terra das calças. Então, começou a marchar em direção à casa dela, arrastando-a pelo braço.

“E-espera, Gil, o que você está fazendo?”

“Ora essa, te levando para a Noite de Núpcias.”

“Noite do QUÊ? Não, espera. Gil... Isso é só depois do casamento!”

Ele olhou para ela, sorrindo maliciosamente. Então, puxou-a para perto de si e, encostando os lábios em seu ouvido, perguntou:

“E você quer que eu acredite que está disposta a esperar por isso?”

Ela se arrepiou toda, corando violentamente, e não respondeu. Ele riu e voltou a segurá-la pelo braço, trancando a porta da casa ao passar.


(E ela estava ainda na dúvida se iria ou não se arrepender daquilo. Provavelmente, não).

-

[Pronto, Mandie, aí está o seu (H). A tradução da música ficou porca e tosca, mas releve (E agora eu coloquei em inglês porque dói menos no meu coração /oiq). E agora só falta o meu e o da Saki ♥]

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Meme Musical Para Ficwriters

1. Escolha um personagem, fandom, casal, amigos, enfim.
2. Coloque seu programa de músicas no aleatório e comece a tocar.
3. Para cada música, escreva algo inspirado pela música de acordo com o tema que você escolhe mais cedo. Você tem apenas a duração da música. Nada de pensar antes nem escrever após a música acabar. Nada de pular músicas, também.
4. Faça 10 músicas e poste. Tenha certeza de incluir o nome da música e do artista.


(Olha, eu só trapaceei quando começou a tocar a Nona Sinfonia do Beethoven, porque simplesmente não dá pra escrever com aquela música - eu, pelo menos, não consigo)




(Adivinha o fandom. Hetalia – Axis Powers, of course)



Daqui pra Frente – NX Zero (nossa, eu ainda tenho isso no meu computador? ‘-‘)

Alfred às vezes se sentia culpado. Só queria que Arthur entendesse – ele não queria ser seu irmão.

(Ele queria ser muito, muito mais)

E quando ele quis sua independência, não era porque não quisesse mais Arthur por perto nem nada disso – era apenas que ele queria se virar sozinho, fazer as coisas por si mesmo.

(Queria apenas provar que poderia ser tão grande quanto seu irmão fora.)

E então Alfred parava e se perguntava porque Arthur não conseguia enxergar aquilo – que Alfred não precisava ser sua colônia para pertencer a ele (de corpo e alma).



Velha Infância – Tribalistas (Agora sim, música de verdade (L))

Lovino sentou-se à mesa e começou a comer seu macarrão. Antonio sentou-se bem em sua frente – mas, ao invés de comer, ficou encarando Romano, que sentiu o rosto corar. Finalmente, devolveu o olhar – com raiva, claro, ao contrário de Antonio.
“O que foi, idiota?”
Antonio abriu um largo sorriso.

“Não é nada, Lovi.” Em seguida, levantou-se e caminhou até onde Lovino estava, abraçando-o pelas costas. Encostou o rosto na curva de seu pescoço e – enquanto o italiano sentia que todo o sangue havia ido para seu rosto – riu e disse, quase cantarolando: “Eu só estava me perguntando como posso ter tanta sorte a ponto de ter você aqui comigo.”

“Idiota.” Lovino murmurou, corando mais, enquanto fingia tentar soltar-se.

(Na verdade, Lovino achava que ele é quem era sortudo por ter Antonio.)



You Don’t Mean Anything – Simple Plan (essa vai dar trabalho ._. –s)

Eu nunca quis nada disso; estava bem na minha terra, com meu povo.

Por que você tinha que vir e fazer isso?

Eu nunca quis ser como você – eu nunca quis ser europeu.

Nunca quis fazer parte da sua cultura.

Você não tinha esse direito. Não tinha.



I Kissed A Girl – Katy Perry (... /tenso)

Ucrânia não queria aquilo. Não era certo. Natalia era sua irmã. Natalia amava Ivan.

Mas então por que era tão bom ter os lábios dela colados aos seus, e as mãos dela percorrendo seu corpo e o cheiro dela lhe inebriando e lhe fazendo esquecer de tudo o que havia de errado no mundo?

E Natalia não se incomodava, ou parecia não se incomodar – e era como se ela, na verdade, só usasse sua irmã para se consolar – como se Ucrânia servisse apenas para substituir Ivan e, no fundo, ela sabia que era só isso mesmo.

(E, por mais estranho que isso soasse, Ucrânia não se importava com aquilo.)



Meu Mundo Sem Você – Hevo 84 (Nossa, fazia tempo que eu não ouvia essa música /hmm)

Roderich sentou-se ao piano e começou a tocá-lo. Elizaveta colocou-se ao seu lado, ouvindo-o tocar.

No começo, ele sentia-se meio encabulado com aquilo.

Era estranho tê-la ali, ao seu lado, depois de tudo o que eles já haviam passado juntos.

(Ele queria transformá-la em uma rainha, em uma princesa, em uma deusa, em uma musa. Ele queria dar a ela muito mais do que sua música e seu amor – queria dar a ela tudo o que ela quisesse, porque ela merecia ter o mundo a seus pés e Roderich entendia isso perfeitamente bem.)

(E ele nem imaginava que tudo o que ela queria era ser amada por ele e ouvir suas músicas todos os dias – e que só o que ele precisava lhe dar era seu amor, porque era o que ela realmente precisava.)



Set Apart This Dream – Flyleaf (FINALMENTE FLYLEAF, AEAEAE)

Ela não gostava de olhar para o passado.

Porque ela sabia que não ganharia nada com isso.

(Ele parecia um monstro – ela não se lembrava de jamais ter sofrido e apanhado tanto em sua vida; mas jamais se rendeu. Jamais se deixou vencer – mesmo ele sendo mais forte do que ela, ela não desistiu em momento algum.)

(E, agora, ela podia ver em seus olhos – que pareciam um pedaço do céu – que ele se arrependia. Ela podia perceber que ele não era um monstro, e sim apenas um garoto confuso – porque um monstro não lhe pediria desculpas, nem lhe trataria como se ela fosse feita de vidro toda vez que a vê, nem a abraçaria – deixando-a constrangida, mas, de certa forma, satisfeita – nem diria o quanto ela era a mulher mais incrível que ele já conhecera e nem sorriria como um anjo tão inocente.)




Redenção – Fresno (É, eu gosto dessa, até.)

Ivan sempre achava que Toris lhe lembrava girassóis.

E, como os girassóis, ele fugia de Ivan.

(Ele não gostava do frio de Ivan, assim como os girassóis não gostavam do frio da Rússia.)

E Ivan se perguntava como seria despedaçar Toris – provavelmente, seria como despedaçar um girassol. E isso seria muito triste.

(Mas Ivan fez questão de saber que Toris não o esqueceria – porque mesmo enquanto estivesse nos braços de outro, ele saberia que Ivan fizera parte de sua vida. Ivan estava marcado nele para sempre – dolorosamente marcado.)

(E Toris sempre temia o dia em que Ivan voltaria para buscá-lo, porque ele não queria. Mas ele sabia que Ivan estava lá, ele sabia; e ele sabia o que ele queria. E ele temia não apenas por ele, mas por quem ele amava.)

(Aquele medo era a verdadeira marca que Ivan deixara nele.)



Marukaite Chikyuu ver. China – Yuki Kaida, Hetalia - Axis Powers (... /tenso²)

Hong Kong sentia falta de China.

Não só do país.

Mas de seu irmão, também.

Sentia falta de ouvir sua voz; sentia falta de seu rosto; sentia falta de seu sorriso; sentia falta de seus cuidados; sentia falta de sua companhia.

Mas o que mais doía em Hong Kong não era a saudade.

Era a lembrança da expressão de dor no rosto de Yao quando Arthur o partiu.

(Hong Kong só queria voltar para casa para fazer Yao sorrir novamente, e para mostrar a ele que ele não estava sozinho, e que ainda tinha uma família. E sempre teria.)



Waking Up in Vegas – Katy Perry (Mas ela de novo? D:)

Arthur ficava se imaginando como poderia ser seduzido tão fácil por Francis. Claro, tecnicamente falando, praticamente todo mundo era facilmente seduzido pelo francês, mas Arthur sempre gostara de pensar que ele seria diferente.

Porém, toda vez que Francis passava os braços em sua cintura e começava a falar em francês em seu ouvido (língua que Arthur odiava na maioria das vezes), ele percebia que era tão fraco quanto todos os outros.

A diferença é que todos os outros não amavam Francis de verdade – mas Arthur não admitiria isso nem mesmo quando Francis o jogava na cama e tirava suas roupas e fazia Arthur seu – não que fosse necessário, porque Arthur já era dele, mas só naqueles momentos é que ele demonstrava isso, mesmo que contrariado.



Mein Gott (Prúsia) – Atsuhi Kousaka, Hetalia - Axis Powers (Tava demorando pra aparecer mais música de Hetalia /facepalm)

Matthew ainda não se acostumara àquilo.

Primeiro, não eram todos que conseguiam se lembrar dele – mas Gilbert conseguia, claro que conseguia; graças à Matthew ele encontrara novamente uma terra que pudesse lhe servir. E Matthew acreditava que suas panquecas tinham algo a ver com isso.

Segundo, ele quase sempre morara sozinho, e estava acostumado à paz e ao silêncio – e ter que conviver com alguém tão chamativo quanto Gilbert definitivamente era muito diferente do que aquilo.

E, terceiro, Matthew não gostava de sentir o rosto corar sempre que percebia que Gilbert o encarava, e nem da maneira como seu coração parecia disparar, às vezes, quando Prússia estava por perto, e nem da maneira como parecia precisar dele.

Matthew não se acostumara a estar apaixonado.






Pronto, acabei. Nossa, mas deu dor de cabeça. E agora, quem quiser roubar...
Foi
daqui que eu tirei.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Gotta Love

"Dear Hyung-nim,

"I waited as long as I could, I really, really did. I kept on hoping that if I only sent out one more letter then you could come and help me out of this mess I made. But I can't wait anymore, because my people need me to make a decision.

I know that it means me picking a side and losing a part of me as well, but I gotta do it for my people, they believe in me, even when I've been a pretty lousy nation. My bosses think that if I had been raised here than this wouldn't have happened. But they're wrong.

And either way I don't blame you, I never did.

You told me time and time again that you weren't ready for this, that you couldn't love me in the way I loved you, but I didn't listen. I never listened. I just pushed you and pushed you knowing full well that one day your resistance would crumble and you would give in.

I knew and I didn't care, I just wanted you to love me like I love you.

I'm the one that made this happen because I had to go my own way and forget the way things should be. But I don't regret it, not at all. Being with you was like being whole for the first time. It felt like something old and ancient just clicked into place, it was right. And for that reason I don't regret what I did, I'm just sorry that everything went downhill because of it.

I know that siding with Alfred and the others will make us enemies, and it hurts to think of us as anything other than brothers or lovers now I guess, but one day it will pass. If I've learned one thing from leaving home it's that history is full of people doing horrible things to each other. But the amazing thing is that in a few hundred years, sometimes even decades, it is forgotten and things are able to be reborn. Even with nations.

Arthur and Francis tell me stories of the horrible stuff they've done to hurt the other since they were children, but somehow they are able to accept it and move on, I think they love each other as well, but they'd sooner marry that Russia guy than admit it out loud. They've literally beaten each other senseless and still care about each other, so I'm sure we can handle this.

And that, above all else, is my hope.

That one day, you'll be able to forgive me, and we'll be able to be normal. We don't even have to do it again. (But if you wanna, I am totally all for it, because I love you and I really, really want to try that whole sex thing again because it was wow, and I can't imagine doing those kinds of things with anyone but you, no matter what Francis says.) But more than that, I just want to be able to actually see you and not hope that a letter will get through to you. I'm much better at talking anyways, at least that's what Xiang says.

For the first time, I'm ready to be me and to really go my own way. I may not be completely whole, but I can be, and with any luck, we can be whole together.
So don't worry about me so much, okay aniki? After all bravery and greatness were made in me right?

Love, Im Yong Soo

South Korea.

(Ps. Don't be too angry at Kiku. He maybe an asshole, but he's the asshole that delivered this letter right?)










(Essa fanfic me fez chorar mais do que vocês seriam capazes de imaginar. Eu não vou traduzir, mas vocês realmente deveriam ler. Foi o que me fez começar a gostar de China/Coréia. ♥)

domingo, 11 de abril de 2010

Camellia



Dora agora já estava mais crescida – era praticamente uma mulher feita. E, por mais que Miguel lhe dissesse que eram apenas irmãos, ela não conseguia mais fazer de conta que o que sentia por ele era apenas isso. Principalmente agora, que ela estava efetivamente se tornando uma colônia. Não queria. Não queria.

Mas o que ia fazer? Não podia simplesmente dizer aquilo para ele, podia? Não podia. Principalmente agora, que ele pelo menos estava lhe dando atenção. Não sabia por que ele passara tantos anos distante; tantos anos em que só vinha tomar seus escravos e levá-los a algum outro lugar. Mas estava feliz que ele realmente estivesse lhe dando atenção agora. Provavelmente, estivera ocupado durante aquele tempo. Ela compreendia. Ele era um grande país, devia ser muito ocupado. Devia ser difícil achar tempo para conciliar tudo – mas ainda assim encontrou tempo para seus irmãos e para ela.

“Ele só está nos dando atenção agora porque o favorito pediu independência, sua boba.” Guiné-Bissau lhe disse, cruzando os braços no peito.

“Mentira!” ela exclamou. “Pare de mentir, Pedro! Ele nos deu nomes! Ele disse que seremos irmãos! Ele vem nos visitar! Ele...”

“Ele foi rejeitado pelo Brasil e agora quer usar a gente só pra fazer ciúmes no outro, Angola! E não me chame pelo nome que o bastardo me deu!” Ele suspirou e passou a mão pelos cabelos crespos. “Quer continuar se iludindo, continue. Mas um dia você vai enxergar.”

Bufando, Dora virou as costas, jogando as longas tranças negras para trás, e saiu, batendo os pés. Pedro nunca lhe ouvia, e só não gostava de seu irmão Miguel porque sentia inveja. E Guiné-Bissau apenas se perguntava quando ela abriria os olhos para a verdade – que Miguel só gostava de seu irmão latino, grande e rico, e não deles, africanos pobres que só serviam para ceder escravos.

Mas ele sabia que um dia Dora perceberia isso, também.







(Ah, sim. Outro trecho de fanfic sobre OCs. De Hetalia, obviamente. E este eu pretendo postar algum dia - não muito distante, espero eu)

sábado, 3 de abril de 2010

I don't like your (girl)friends


If you wanna be my lover
You gotta get with my friends
Make it last forever
Friendship never ends
If you wanna be my lover
You have got to give
Taking it’s too easy, but that’s the way it is.

(Wannabe – Spice Girls)



-



Ludwig não gostava daquelas garotas que andavam com sua fada.

Não gostava daquela uma que dizia ser a mesma pessoa que sua fada, porque ela não era. Sua fada era mais bonita, mais inteligente, mais responsável e tinha mais personalidade. E aquela garota era só estranha e desorganizada (ainda que sua fada explicasse que ela não era desorganizada; apenas gostava de manter as coisas sempre à vista e tinha um senso de organização diferente do das outras pessoas).

E também não gostava daquela outra que vivia atrás de sua fada, ligando para ela quando na verdade era a hora de ficar com Ludwig; e que ficava dizendo que a amava e agia como se as duas fossem um casal – o que era errado, porque a fada era comprometida com Ludwig, certo? Eles haviam devidamente concordado naquilo (mas sua fada lhe dizia que ela só falava aquilo porque eram amigas de verdade).

(Sua fada insistia que elas eram as melhores pessoas no mundo; e ele não tinha coragem para contrariá-la.)


-


Gilbert não suportava aquelas amigas de sua princesa.

Não gostava particularmente daquela que estava com seu irmão, porque isso significava que ele a via demais. E ele realmente odiava que sua princesa sempre se recusasse a ser ajudada por ele porque ela não era uma donzela em perigo, mas não via problema algum em pedir ajuda àquela amiga dela – que não era mais incrível do que ele, com certeza.

E também não gostava da outra, que ele nem via tanto, porque ela era muito parecida com a que estava com seu irmão. E às vezes ele achava ela ainda pior, porque sua princesa ficava sempre pensando nela quando ele e seu irmão decidiam fazer um “encontro duplo” e, na cabeça dela, o encontro não seria incrível se as três não estivessem juntas.

(E sua princesa explicava que ele era incrível, sim; tão incrível quanto suas amigas. Só que ele queria ser mais incrível do que elas.)


-


Yao preferia dizer que não gostava daquelas duas tanto quanto poderia.

Não gostava daquela garota de cabelos cacheados, porque seu sol se preocupava muito com ela. Além disso, as duas viviam dizendo que se amavam e Yao não gostava de ver seu sol dizendo que amava outra pessoa; e também, porque seu sol sempre sorria para ela como se ela fosse a pessoa mais importante no mundo – um sorriso que ela deveria dar apenas para Yao.

Mas também não gostava daquela outra que seu sol dizia ser tão parecida com ela. Yao não ligava se elas eram ou não parecidas. Mas, por algum motivo, aquela outra menina parecia conhecer seu sol melhor do que ninguém – e parecia ter muito orgulho disso. E ela parecia capaz de ler seu sol como um livro aberto – um privilégio que Yao gostaria de ter apenas ele mesmo.

(Seu sol sempre lhe dizia que o amava tanto quanto amava a elas, mas ele não dizia que queria que ela o amasse mais.)


-


Kiku observou os três ficarem de braços cruzados, emburrados. Só estava lá porque Yao lhe pedira, já que ele conhecia Ludwig. E agora ele tentava entender o porquê daquela atmosfera tão carregada, já que haviam sido suas próprias garotas quem os havia reunido ali e os três pareciam amá-las tanto.

E, enfiadas num sofá de dois lugares, as três conversavam e riam entre si como se não houvesse mais ninguém no mundo além delas.




-




Porque eu amo vocês duas.
E porque nós sabemos que eles teriam que nos dividir.
E porque, pelo menos de minha parte, vocês seriam mais importantes S2
(E houve um motivo para estarmos em um sofá de dois lugares 8D [oiq])


quinta-feira, 1 de abril de 2010

Teach me to love




"Sabe o que é que eu me pergunto, aru?" Yao perguntou, apoiando o rosto nas mãos e encarando a garota. Ela ergueu os olhos do livro que lia (ela se esforçava muito para ler, afinal de contas estava em inglês e ela tinha que passar para o mandarim e precisava de um dicionário para isso). "Como é que você sabe tanto da cultura do meu país se veio de um lugar tão longe, aru?"

"Ah." Ela mordeu o lábio, sem olhá-lo nos olhos - aliás, dificilmente o olhava nos olhos. "Eu não sei. Começou com a Mulan. E também, eu gosto de estudar a cultura de outros países."

"Hum. Mas mesmo assim, preferiu se especializar em literatura inglesa, aru." Ela o olhou meio culpada, e então franziu as sobrancelhas.

"Mas se não fosse por isso, eu não estaria aqui te ajudando a entender tudo sobre a Língua Inglesa."

"Tem razão. E eu não ia querer outra pessoa além de você pra isso, aru." ele respondeu, com naturalidade. Ela corou e desviou o olhar, murmurando que precisava 'voltar ao trabalho'.

(Não fazia idéia de quanta verdade havia naquelas palavras.)


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Porque eu quis. Simples assim.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Família

Seus cabelos eram negros, ela era pequena, de olhos verdes e pele corada. Não se parecia em absolutamente nada com seu irmão mais velho – exceto pelo sorriso, e Noruega ainda dizia que o dela era mais bonito, ao que ela discordava completamente. Na verdade, ela não se parecia com nenhum dos Nórdicos, e Suécia dizia que aquilo se devia ao fato de ela ser, originalmente, da América, mas ela sempre ficava brava ao ouvir isso. Sua família eram os nórdicos, então era a eles que ela pertencia. E seu irmão Dinamarca sempre confirmava isso, dizendo que “não importava o lugar onde diziam ser a casa dela – seu lugar é aqui, com a gente”. E ela sorria, concordando, porque não conseguiria se enxergar sem seu irmão.

X

No dia em que Suécia e Finlândia foram embora de casa, seu irmão ficou muito triste, e ela tentou a todo custo conter as lágrimas enquanto os observava sumir em meio à neve, para irem viver em suas próprias casas, sem mais ninguém. Enquanto ela os observava pela janela, Islândia colocou-se a seu lado, observando-os partir, também. Ficaram os dois em silêncio, até o momento em que ela não agüentou mais e segurou a mão de seu amigo – seu único e melhor amigo – e sussurrou:

- Você e o Norge nunca vão embora, não é?

O garoto piscou, encarando-a, e em seguida apertou os dedos da mão que ela segurava; com a outra, acariciou seus cabelos ondulados, num gesto que deixava bem claro que ele sempre estaria ali.

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(Só um pedaço de fanfic sobre uma OC minha. Se um dia eu terminar, talvez a poste. Talvez.)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Nome





"Schneefall"

"Por que 'Nevasca'?" Perguntou, encarando-o com as sobrancelhas franzidas. Por que diabos Gilbert a havia comparado a uma nevasca? Não fazia muito sentido.


(Principalmente porque ele dissera isso com os braços ao redor de sua cintura e os lábios roçando o lóbulo de sua orelha, fazendo com que um arrepio delicioso corresse por suas costas).
"Bom, porque Nevascas são devastadoras e impossíveis de não serem notadas." e, trazendo-a mais para si, acrescentou, rindo: "E, também, apenas os mais incríveis conseguem sobreviver a elas."


"O que você quis dizer com isso?!" ela exclamou, dando um soco em seu ombro, rindo também.


(Ela sabia, que na verdade, ele estava apenas querendo dizer que daquele jeito ela seria só dele)



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"Regenbogen"



"Eu ainda não entendo o que você tem com arco-íris." Ele disse, com os braços cruzados. Poderia estar fazendo outras coisas, mas ainda assim estava lá, observando o arco-íris com aquela garota estranha.

(E ela o obrigara a ficar a seu lado durante toda a tempestade, para que estivessem juntos quando o arco-íris surgisse. E ele gostara daquelas horas.)

"Ah, nunca ouviu dizer, Lud? Tem um tesouro no final dele! Eu queria poder subir no céu pra achar um tesouro lá! Você não queria?"

"Não preciso." ele respondeu, sem realmente pensar. Apenas se deu conta do que havia dito quando viu a expressão indagadora dela, e então achou melhor mudar de assunto.

(Ele não queria admitir, mas já havia encontrado seu tesouro.)

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"太阳"

"Isso é muito romântico." ela disse, após encher-se de coragem e engolir em seco, sentindo-se nervosa. Seus dedos mal roçavam nos dele; ainda era difícil acreditar que estavam juntos vendo aquele pôr-do-sol.

(E ele não fazia ideia de como ela se sentia insegura com relação a tudo aquilo, porque ela sempre parecia segura. Mas aquilo também era novo para ele.)

"É mesmo, aru." ele respondeu, deitando-se na relva. "É um momento especial, aru." Ela deitou-se também, entrelaçando seus dedos com os dele, feliz porque ele concordava com ela.

(Mas não sabia que só era especial porque era ela quem estava lá.)

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(Porque essas ela e ela ficam escrevendo coisas de surpresa e eu me sinto na obrigação de retribuir.)

domingo, 8 de novembro de 2009

Colapso

Sinceramente, eu acho que vou ter um. Sei lá, minha vida anda meio estressada ultimamente. Vestibular, problemas em casa... Enfim, acho que só nesse fim de semana eu tive umas três crises existenciais.

E ainda por cima isso está se refletindo nas coisas que eu escrevo. Estou me coçando para escrever uma Conde/14º e uma Vincent/Break, ainda que eu saiba que a primeira seria abilolada e a segunda doentia.
Mas Vincent/Break é tão lindo, e o Vince é tão gostoso...

Enfim. Mas pelo menos eu consegue fazer o concurso público numa boa. Acho até que fui bem.

E lá vou estudar de novo...