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segunda-feira, 28 de junho de 2010

The looks you give are so contagious


Olhou para trás, uma sobrancelha erguida. Tinha a sensação de estar sendo seguida - e era sempre bom dar ouvidos a essas sensações quando se está voltando para casa sozinha às nove e meia da noite. Balançou a cabeça. Não havia ninguém ali, só ela. Soltou um suspiro - quando foi que se tornara uma coelhinha assustada? Soltando uma risada, virou-se para frente, para voltar a caminhar. E, soltando uma exclamação de suspresa, o viu.

"Olá." Ele disse. Ela ainda olhou para os lados, procurando por mais alguém que estivesse lá, mas só havia ela.

"Oi?" respondeu, confusa. Não sabia quem era aquele estranho - por mais que fosse bonito, não podia confiar nele.

"Sabe, você não deveria estar sozinha em um lugar como este a uma hora como esta."

"Ah, é?" perguntou, meio irritada. Não ia deixar qualquer um falar daquele jeito com ela - sabia se virar muito bem sozinha, obrigada, e não precisava de um homem para protegê-la. "Mas eu preciso fazer isso, então não tem jeito. E eu já fiz isso várias vezes."

"Eu sei que já fez." ele respondeu, com um sorriso de lado. Ela sabia que aquilo deveria deixá-la assustada, mas simplesmente havia algo nele que lhe dizia que, se ele representava algum perigo, não era o tipo de perigo que ela estava pensando. "Mas eu não acho certo."

"Olha, não é só porque eu sou mulher..."

"Eu sei o que você vai dizer. Mas mesmo assim, eu preferia te acompanhar."

Engoliu em seco. A parte racional de seu cérebro lhe dizia para sair correndo - mas a parte irracional simplesmente lhe dizia pra ver no que aquilo iria dar.

"E por quê?"

"Porque eu não gostaria que nada te ruim te acontecesse. E descontar minha cólera na pessoa que viesse a fazer isso seria extremamente desagradável, então vamos apenas evitar isso, sim?" E, dizendo isso, estendeu a mão para ela. Sentiu seu coração acelerar - se de medo, excitação, nervosismo, não sabia. Então, contrariando toda a sua racionalidade, pegou a mão dele.

(E não sabia disso, mas jamais se arrependeria por ter tomado tal decisão)





[Nem mostrei pra Saki antes de postar '-' Só espero que ela goste. Foi de coração ♥

E ficou enorme, oe. E o título não tem nada a ver /comofas]

quarta-feira, 23 de junho de 2010

This is easy as loving goes...



Ela já até sabia para onde iriam. Sempre iam para o mesmo lugar, afinal de contas. Ele gostava de lugares ensolarados, apesar de ela nunca ter entendido o porquê daquilo. Mas, na verdade, entendia poucas coisas sobre ele. E às vezes se sentia um pouco mal por saber que ele não lhe falava tudo o que ela precisava ouvir.

“Sabia que eu sempre sei o que você está pensando?” ele disse, de repente, enquanto a puxava pela mão em direção à mesa mais isolada do parque.

“Sabe, é?” ela perguntou, erguendo uma sobrancelha. Ele apenas riu um riso musical demais e meneou a cabeça afirmativamente. “Mas eu não sei o que você está pensando. Nunca.”

Ele fez silêncio e continuou puxando-a. Aquela mesa nunca pareceu tão distante e aquele parque nunca pareceu tão grande.

“É melhor assim.” Ele respondeu, e havia qualquer coisa estranha na voz dele. Lembrava uma melodia triste (ela sempre comparava a voz dele a melodias, e nunca entendeu bem aquilo. Talvez fosse por estar apaixonada).

“Eu...” não sabia como dizer aquilo. Mordeu o lábio. Haviam chegado à mesa. Ele se sentou de frente para ela, esperando que ela terminasse sua sentença. Mas, no fundo, ele sabia o que ela ia dizer. “Eu não acho. Porque eu não sei se você me ama como eu te...” teve sua boca coberta pela mão dele, que apenas sorriu um sorriso ensolarado e disse, num sussurro:

“Ouviu isso?”

“Isso o quê?” ela respondeu, tirando a mão dele de sua boca, e também sussurrando.

“Essa música. Ouça.” Ela fez silêncio e prestou atenção. Realmente, parecia haver uma música tocando. Música de um instrumento específico – a lira. Mas ela não conseguia fazer idéia da origem. Voltou seu olhar para ele e percebeu que era dele que a música parecia vir. Ergueu uma sobrancelha, confusa, e ele explicou, colocando a mão no próprio peito: “Vem daqui. E é para você. Isso é tudo o que precisa saber.”




[Tá, a Mandie gostou, é o que importa. -s

Te amo, vida ]