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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

And what's the problem?


Há mais ou menos dez anos, eu li Harry Potter pela primeira vez. Eu tinha dez anos, eu me apaixonei pelo livro de imediato. E eu e o Harry crescemos juntos. Ele era importante para mim. Quando eu sofri depressão, foi esse livro que me manteve firme - entendem? Chegou ao ponto de ele ter sido a razão da minha vida.

E eu sei que por ter sofrido depressão dá pra pensar que eu fui muito infeliz, mas aconteceram muitas coisas boas comigo naquela idade. Eu gostava de ficar o dia inteiro lendo, ou jogando videogame, ou escrevendo histórias bobas e imaturas - mas que eu gostava - no computador. Eu gostava de sempre ter um livro do Harry Potter comigo, eu gostava de imaginar como seria se eu fosse pra Hogwarts, eu gostava de ficar em casa.

Então, há mais ou menos um mês atrás eu e minhas primas estávamos conversando sobre nossas adolescências - sendo que uma delas ainda está passando por isso. E eu me lembro muito bem que elas eram quem mais me pediam pra ler os livros do Harry Potter, que a mais velha dizia que eu era o orgulho da família e que a mais nova dizia que queria ser como eu. E então, por alguma razão, a conversa chegou ao ponto em que eu ouvi: "Você não se divertiu na sua adolescência, você só ficava lendo aquele livrinho. Eu me diverti, fui para baladas e peguei muito".

Obviamente eu fiquei furiosa com isso. Acho que eu nunca senti tanta raiva delas como naquele momento. Primeiramente, aquele livrinho? Aquele livrinho fez mais por mim do que qualquer outra pessoa na face da Terra, inclusive elas duas! Ninguém tem o direito de me falar que ler Harry Potter tanto quanto eu li foi uma perda de tempo, porque se eu não tivesse feito isso, provavelmente não estaria aqui hoje.

E segundo, eu não me diverti? Pra mim, diversão é algo tão pessoal, ninguém pode saber se eu me diverti ou não. Você pode não entender como eu consigo me divertir com as coisas que gosto, mas NADA te dá o direito de dizer que eu não sou feliz de verdade, não importa o quão diferente eu seja de você. O pior é que quando eu tentei explicar isso e falar que me sentiria fútil se ficasse indo em baladas e "pegando muito", acharam que eu é que estava ofendendo, quando na verdade a ofensa que fizeram a mim foi bem mais direta e bem pior.

O que eu quero dizer com tudo isso é: ninguém tem o direito de dizer se eu sou ou não feliz a não ser que eles sejam eu, o que eles não são. Eu fui feliz lendo Harry Potter e estudando. Fui feliz porque consegui passar na USP e conseguir um bom emprego através do meu próprio esforço. Sou feliz lendo livros de fantasia, assistindo filmes infantis e desenhos animados, ouvindo música coreana e lendo mangás japoneses. Sou feliz com minhas amigas que gostam da mesmas coisas que eu. sou feliz por nunca ter sido dessas que acham que "ficar" é a melhor coisa do mundo, por não ter feito sexo aos catorze anos de idade, por nunca ter precisado de homem para viver. Sou feliz por tudo o que já me aconteceu de bom e que só eu sei e só eu entendo.

Então, é só para lembrar isso a vocês: se uma pessoa diz que ficar trancada no quarto lendo livros e ouvindo música a faz feliz, se uma pessoa diz que ficar indo a festas e agarrando todo mundo a faz feliz, se uma pessoa diz que Restart e Justin Bieber a fazem feliz, se uma pessoa diz que música coreana e mangás japoneses a fazem feliz, então você deve respeitar isso. E se você quer falar mal de alguma dessas coisas, tenha o bom senso de não fazer isso na frente dessas pessoas. Acreditem, eu sei o quanto machuca.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

And tell all the ones you love anything and everything you feel



Eu vejo muitas pessoas reclamando de 2010, mas pra mim foi o melhor ano da minha vida. Foi o ano em que mais fui feliz. Tiveram coisas ruins, é claro, mas elas foram nada comparado ao resto. Eu ri muito mais do que chorei, e minhas risadas duraram muito mais do que as minhas lágrimas. Esse foi o primeiro ano em que eu não pensei coisas como "queria que minha vida fosse completamente diferente" ou "queria sumir". Eu trabalhei e estudei feito uma condenada, mas ainda assim tive tempo para ser a preguiçosa que sou.

Eu ganhei vícios novos k-pop e j-rock estão aí 8D, perdi vícios antigos tipo Naruto -s, mantive vícios de sempre Harry Potter, olá ♥. E por causa dessas coisas eu fiz amizades novas. Também sinto que perdi alguns amigos, mas se eu parar pra pensar não foi exatamente ESSE ano, então não conta. Pela primeira vez, de verdade, eu posso dizer que realmente existem pessoas que sempre vão estar lá para mim - minhas esposas, minhas irmãs adotivas e até mesmo os amigos que não se encaixam nessa lista. Obrigada por tudo. Obrigada por terem feito desse o melhor ano da minha vida.

E o que eu desejo a todos que venham a ler isso é que no ano que está por vir o coração de vocês se encha de amor. Clichê, sim, mas não tanto quanto aquele papo de paz e sorte. Eu descobri - e, vejam só, do MELHOR jeito possível - que quanto mais pessoas você amar, quanto menos medo você tiver de abrir os braços para os outros e quanto menos você esperar em troca, mais feliz você se sente. E esse é o único conselho que eu dou: sejam felizes da maneira mais pura possível. Façam os outros felizes. Ao invés de ver as coisas ruins, vejam as coisas boas, só as coisas boas. A sensação é a melhor que existe.

E o que eu quero para mim mesma é continuar desse jeito. Continuar caminhando para frente, continuar com as mesmas pessoas que conheci. Continuar descobrindo coisas novas sobre mim mesma a cada dia.

E lutar para que todos os anos vindouros sejam como esse. Isso é o que eu quero para mim. ♥

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Things to do...

... In order to be happy.




1. Me formar em Letras.

2. Fazer a faculdade de cinema com a Larissa.

3. Fazer a faculdade de História com a Larissa.

4. Conhecer a Saki pessoalmente.

5. Conhecer a M's pessoalmente.

6. Conhecer a Hee pessoalmente.

7. Tá, conhecer uma pá de gente pessoalmente. /tenso

8. Conhecer a Disney.

9. Visitar Hogsmeade e o castelo de Hogwarts na Disney.

10. Conhecer Londres.

11. Fazer um mochilão pela Europa com a gangue.

12. Fazer um mochilão pela Ásia com a Sara.

13. Encontrar a Laine de novo, de algum jeito.

14. Dominar o mundo com a M's (PS: Não posso deixá-la se esquecer disso).

15. Conseguir um notebook.

16. Superar minha timidez.

17. Conseguir aumentar minha auto-estima (essa tá difícil, hein?).

18. Morar numa casa cheia de livros, igual à Elinor da série Mundo de Tinta.

19. Conseguir um bom emprego que me dê um bom salário, me faça feliz e não me canse (Nunca falei que queria coisas fáceis ou possíveis de acontecer. Q)

20. Aprender a desenhar decentemente.


21. Aprender a tocar violão.

22. Aprender a falar japonês.

23. Achar alguém decente por quem eu possa me apaixonar e que me faça feliz (por incrível que pareça, eu sou uma garota, sabe? Em algumas coisas, eu sou como todas as outras, mesmo que não demonstre).

24. Aprender a falar italiano.

25. Ter um husky siberiano.

26. Ter um gato.

27. Mostrar ao mundo que Matemática é a matéria mais inútil de todas, afinal existem super-calculadoras, hoje em dia.

28. Passar por um psicólogo só pra poder falar, falar, falar e falar sem que ninguém interrompa, ou, pior, queira desabafar quando EU é que quero fazer isso (Sim, o motivo é apenas esse).

29. Me dar bem com meu pai.

30. Ver o Brasil se tornar um país de primeiro mundo (depois dessa, dominar o mundo parece até possível /oremos).

31. Ir a um show do Flyleaf (sério, não vou morrer feliz se não vir a Lacey Mosley ao vivo pelo menos uma vez).

32. Ir a um show do Alice Nine.

33. Ir a um show do My Chemical Romance.

34. Ir a um show do Mayday Parade (eu sempre posso ir até os Estados Unidos para isso, não?).

35. Parar de planejar minha vida como se tivesse certeza de que serei milionária.

36. Ter uma internet boa que pare de dar problema toda hora, porque, olha, vou te contar, viu. Não é fácil.

37. Publicar um livro.

38. Ver Os Sete e Sétimo virarem filmes no cinema com sucesso internacional.

39. Andar debaixo da chuva sem medo de ser feliz.

40. Ver O Turno da Noite na televisão e descobrir que pessoas do mundo inteiro estão assisitindo e amando.

41. Ter um jardim igual ao do livro O Jardim Secreto.

42. Deixar meu cabelo
assim.

43. Fazer com que minha mãe e minha avó paterna façam as pazes, porque essas criancices delas me enchem o saco e me deixam realmente triste.

44. Colocar um transversal na orelha esquerda.

45. Colocar um piercing na língua.

46. Tatuar
isso no meu ombro direito.

47. Ler o Evangelho de Judas Iscariótis.

48. Descobrir porque tanta gente gosta de números pares e odeia números ímpares.

49. Conseguir explicar para as pessoas porque eu gosto de números primos a ponto de colocar as coisas mais importantes neles (Aposto que vocês nem repararam! HAHA!).

50. Acreditar que cinquenta é um número mais legal do que cem porque estou com preguiça de continuar agora.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

So, this is happiness

Sabe o que eu acho? Eu acho que a felicidade depende de muitas coisas. Muitas coisas bobas e pequenas. E depende de você acreditar que essas coisas bobas, pequenas e, talvez, até insignificantes, são o suficiente para te deixar de bom humor a semana inteira.

E querem saber? Eu acho que descobri isso de uma maneira que, pra maioria das pessoas, deve ser extremamente idiota e infantil. Mas não é para mim - me deixou realmente feliz.

Hetalia - Axis Powers sairá no Brasil pela NewPOP Editora.

Sério, isso me deixou mais feliz do que vocês jamais poderiam acreditar. Eu acordei de bom humor, e mesmo depois de pegar uma lotação absurdamente lotada (duh), com direito a confusão por causa de gente folgada e tudo, ainda continuei no meu bom humor, ouvindo Hata Futte Parade com toda a animação a que tenho direito.

E querem saber? Eu cheguei na faculdade e vi que passei nas duas matérias que eu tinha que ver hoje. Mas eu simplesmente não conseguia ficar mais feliz do que já estava. Voltei para casa inspirada a escrever - e consegui escrever o drabble da Saki! Ainda ouvindo o Feliciano cantando 'verde, bianco, rosso, tricolore', ainda sorrindo feito uma boba e ainda pensando em como ia ser bom quando eu pudesse pegar um exemplar de Hetalia - Axis Powers nas mãos.

Então, veio o jogo do Brasil, à tarde, e o Brasil jogou tão bem! Eu só ficava pensando em como era possível tudo estar indo tão bem assim. Quer dizer, eu estava rindo e pensando em coisas alegres, e gritando e assoprando minha corneta feito uma doida. Me sentia extremamente idiota mas extremamente alegre, ao mesmo tempo.

Porém, mal sabia eu que ainda havia algo para acontecer. E à noite, quando ligo novamente o computador depois da minha mãe terminar de usá-lo, eu vejo
o trailer do filme Harry Potter and the Deathly Hallows. E sabe quando você sente que é perfeição demais para um trailer só? E apesar do nó que dá no peito sempre que eu penso que, poxa, vai acabar, eu adorei e acho que esse finalmente será digno do livro.

E poxa, eu estou feliz demais por coisas tão pequeneninhas, simples e sem sentido - mas que, para mim, fizeram toda a diferença.

Essa semana eu sei que nada estraga.

domingo, 23 de maio de 2010

This distance...


Pois é, eu estou feliz. Feliz como nunca estive antes.

Porque eu sei que dessa vez é verdade. Porque eu sei que dessa vez a gente vai mesmo se ver, se abraçar, chorar, rir, e matar as saudades.

(E porque eu tenho esperanças de que vai ser pra sempre, dessa vez.)

(Eu estou mesmo feliz)